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A quatro dias da estreia, presença de Tiffany no Mundial ainda é incógnita



Às vésperas de começar o Mundial de Clubes em São Paulo, Osasco ainda não sabe se poderá contar com a atacante Tiffany em seu elenco



Na imagem, Tiffany, do Osasco, cumprimentando a companheira de time.
Tiffany, do Osasco, cumprimentando a companheira de time. Foto: Instagram @osascovoleibolclube / @carol__fotografia

Uma situação de muita apreensão e incômoda para Tiffany e Osasco, o time anfitrião do Mundial Interclubes de vôlei feminino. A disputa ocorrerá no ginásio do Pacaembu, com a estreia na terça-feira (9), da próxima semana. Ainda sem um parecer da Federação Internacional de Voleibol (FIVB), a atleta sequer pode se posicionar sobre o tema.

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Como tem sido costume nas últimas temporadas de Superliga, a reportagem do OTD vai cobrir jogos em algumas praças. O objetivo é aproximar ainda mais o fã apaixonado pelo vôlei de seus ídolos. Tiffany Abreu é um dos nomes mais ovacionados do Osasco, seja quando anunciada, quando entra do banco e, mais ainda com seus ataques precisos.

No entanto, o tempo corre contra Tiffany e o Osasco pensando na competição mais importante do clube para esse começo de temporada. O clube será o anfitrião do Mundial de Clubes e não sabe se poderá contar com a atleta, perdendo um pouco de sua força. Certamente, há um esforço hercúleo da jogadora, bem como da comissão técnica e parte jurídica do clube para deixá-la apta para a competição.

O x da questão

A situação de Tiffany é complexa, já que a FIVB exige uma quantidade de exames, testes e outros aspectos burocráticos. A jogadora já entregou tudo e aguarda a decisão da entidade para saber se poderá contribuir e defender as cores do time osasquense. Assim, precisando acionar advogados para tratar do caso, a comunicação do Osasco informou que Tiffany, outras atletas, o técnico Luizomar ou qualquer membro do clube não podem se pronunciar ou emitir qualquer tipo de opinião. A prioridade é não atenuar ainda mais o julgamento.

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O problema é que não faz sentido a FIVB julgar a viabilidade ou não de Tiffany atuar no Mundial por ser uma atleta trans. A atleta joga a Superliga há vários anos e a CBV, subordinada à entidade internacional, deu esse aval para seguir competindo. O tempo corre e a estreia contra o Alianza Lima (PER) está batendo na porta de Osasco para a liberação de Tiffany.

Por outro lado, veio a certeza de que Natália Zilio não defenderá o clube nesse mundial. Em um perfil de fãs da atleta, a atacante aparece dando entrevista em inglês, falando do Tianjin, clube chinês que defenderá. “Estou muito feliz de estar aqui, sei que o Tianjin é um clube realmente grande. Então, espero que, com minha experiência, possa ajudar às jogadoras mais novas e farei meu melhor para fazer uma grande temporada aqui”.

Jornalista formado em 2013, mas que atuo desde 2008, quando ingressei na Universidade P. Mackenzie, Trabalhei por seis anos no Diário Lance!. Passei por Punteiro Izquierdo, Surto Olímpico, Torcedores e Secretaria Municipal de Esportes e Lazer de São Paulo. Entrei no OTD em Abril de 2023.

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