Uma situação de muita apreensão e incômoda para Tiffany e Osasco, o time anfitrião do Mundial Interclubes de vôlei feminino. A disputa ocorrerá no ginásio do Pacaembu, com a estreia na terça-feira (9), da próxima semana. Ainda sem um parecer da Federação Internacional de Voleibol (FIVB), a atleta sequer pode se posicionar sobre o tema.
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Como tem sido costume nas últimas temporadas de Superliga, a reportagem do OTD vai cobrir jogos em algumas praças. O objetivo é aproximar ainda mais o fã apaixonado pelo vôlei de seus ídolos. Tiffany Abreu é um dos nomes mais ovacionados do Osasco, seja quando anunciada, quando entra do banco e, mais ainda com seus ataques precisos.
No entanto, o tempo corre contra Tiffany e o Osasco pensando na competição mais importante do clube para esse começo de temporada. O clube será o anfitrião do Mundial de Clubes e não sabe se poderá contar com a atleta, perdendo um pouco de sua força. Certamente, há um esforço hercúleo da jogadora, bem como da comissão técnica e parte jurídica do clube para deixá-la apta para a competição.
O x da questão
A situação de Tiffany é complexa, já que a FIVB exige uma quantidade de exames, testes e outros aspectos burocráticos. A jogadora já entregou tudo e aguarda a decisão da entidade para saber se poderá contribuir e defender as cores do time osasquense. Assim, precisando acionar advogados para tratar do caso, a comunicação do Osasco informou que Tiffany, outras atletas, o técnico Luizomar ou qualquer membro do clube não podem se pronunciar ou emitir qualquer tipo de opinião. A prioridade é não atenuar ainda mais o julgamento.
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O problema é que não faz sentido a FIVB julgar a viabilidade ou não de Tiffany atuar no Mundial por ser uma atleta trans. A atleta joga a Superliga há vários anos e a CBV, subordinada à entidade internacional, deu esse aval para seguir competindo. O tempo corre e a estreia contra o Alianza Lima (PER) está batendo na porta de Osasco para a liberação de Tiffany.
Por outro lado, veio a certeza de que Natália Zilio não defenderá o clube nesse mundial. Em um perfil de fãs da atleta, a atacante aparece dando entrevista em inglês, falando do Tianjin, clube chinês que defenderá. “Estou muito feliz de estar aqui, sei que o Tianjin é um clube realmente grande. Então, espero que, com minha experiência, possa ajudar às jogadoras mais novas e farei meu melhor para fazer uma grande temporada aqui”.