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Tóquio 2020

Goalball feminino bate China na 2ª prorrogação e vai à semifinal

Com seu lançamento entre as pernas, Ana Carolina estufa a rede chinesa e classifica o Brasil

Ana Carolina vibra muito após anotar o gol que garantiu a classificação do Brasil (Pedro Ramos/rededoesporte.gov.br)

Goalball feminino bate China na 2ª prorrogação e vai à semifinal

A China é o grande bicho-papão dos Jogos Paralímpicos de Tóquio, lidera com folga no quadro de medalhas e também era uma das favoritas no goalball feminino. Diante da potência paralímpica, a seleção brasileira fez uma tremenda partida, deu aula e derrotou o time adversário com uma penalidade na segunda prorrogação. A vitória foi o troco para cima das chinesas, que tinham vencido as brasileiras na semifinal da Rio-2016.

Durante os primeiros 24 minutos, 12 em cada tempo, as defesas garantiram o 0 a 0. Verdadeiro paredões em ação. Parecia que ninguém ia conseguir marcar um gol. Na primeira prorrogação, nada de gol. Então a definição foi a segunda prorrogação.

A China abriu a parcial acertando a trave do Brasil, mas cometeu um penalidade, já que a bola não quicou nas áreas obrigatórias. Quem não faz, dá a chance parar o adversário. Na vez brasileira, Ana Carolina não perdoou e classificou o Brasil.

“Na hora da penalidade, eu fui pensando em fazer uma bola reta no meio, mas preferi acreditar no meu estilo, fui para o canto e consegui marcar”, disse Ana Carolina, a artilheira da partida.

Somando a fase de grupos, o Brasil fez cinco jogos, venceu dois, empatou outo e perdeu três vezes. O time fez uma fase de classificação muito irregular e pegou a China logo de cara, que entrou como favorita.

Nunca é demais lembrar que a seleção feminina de goalball foi bronze no Mundial de 2018 e segue com grandes expectativas nos Jogos Paralímpicos de Tóquio.

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Ana Carolina e seu lançamento entre as pernas (Pedro Ramos/rededoesporte.gov.br)

Preparadas

Agora, o Brasil encara os Estados Unidos, que passou pelo Comitê Paralímpico Russo. A outra semifinal do goalball terá o confronto entre Turquia e Japão.

Sobre isso, o técnico Dailton Nascimento foi categórico. “Todas as seleções já perderam aqui nos Jogos Paralímpicos de Tóquio. Aqui não tem jogo fácil, só tem pedreira. O Brasil sofreu com a aclimatação Hamamatsu, ficamos com apenas quatro jogadoras treinando. Mas sabíamos do nosso potencial, ainda mais diante de um jogo que exige tanta paciência.”

Haja coração

O primeiro tempo foi extremamente tenso. Ana Carolina e Ana Gabriely se atrapalharam na defesa e quase que colocam a bola para dentro do próprio gol. Mas essa foi a melhor chance da China durante todo os primeiros ** de partida.

Por sua vez, a seleção brasileira não assustou nenhuma vez as adversárias, que são muito sólidas na defesa. Fato é que o primeiro tempo foi dominado pelas duas defesas. Ana Gabriely e Jéssica montaram um paredão no lado esquerdo do gol brasileiro, o mais focado pelas chinesas.

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Chinesas defendem lançamento em jogo diante do Brasil nos Jogos Paralímpicos de Tóquio (Pedro Ramos/rededoesporte.gov.br)

Paredões

A segunda parcial não foi muito diferente da primeira. Quase nenhuma chance de gol para as duas equipes, que deram show na defesa. A pivô Fengqing Chen até tentou surpreender a defesa brasileira, fazendo o lançamento logo depois da defesa.

“Lógico que a pivô delas é muito boa, mas eu também sou. Treinamos muito e superamos muita coisas nessa pandemia. Faço tudo pela minhas companheiras, sei que elas fariam tudo por mim também”, disse a pivô Ana Gabriely.

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Bem postada, principalmente com Ana Gabriely pegando tudo pelo meio, a defesa brasileira não tomou sustos. Ana Carolina, com seu arremesso por entre as pernas, teve dois lançamentos que passaram bem perto da trave esquerda da China e esse foi o mais perto que a seleção chegou perto. Sem gols durante 24 minutos, a partida foi para a prorrogação.

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Jéssica faz defesa durante partida de goalball diante da China nos Jogos Paralímpicos de Tóquio (Pedro Ramos/rededoesporte.gov.br)

Gol de ouro

O jogo de goalball só acaba quando alguém marca na prorrogação. Pois bem, os primeiros três minutos seguiu com defesas e pouco poder ofensivo das duas equipes. A preocupação em defender era muito maior do que a de atacar.

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Na segunda prorrogação, logo de cara, a China teve uma enorme chance. A bola, carinhosamente, pegou na trave, e o Brasil teve a oportunidade de cobrar uma penalidade após a infração da chinesa. Ana Carolina foi para seu tradicional arremesso por entre as pernas, mandou no canto esquerdo e estufou a rede chinesa, classificando o Brasil para a semifinal dos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020.

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