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Tóquio 2020

Seleção sai atrás, mas domina Itália e se garante na semifinal do vôlei sentado

Brasil demora para acelerar, mas pega embalo, passa por cima das italianas com um 3 a 1 e aguarda adversárias da semifinal

Brasil termina fase de grupos com 100% de aproveitamento (Fotos Wander Roberto /CPB @wander_imagem)

Seleção sai atrás, mas domina Itália e se garante na semifinal do vôlei sentado

De Tóquio – O primeiro objetivo da seleção feminina de vôlei sentado foi concluído com sucesso: terminar na primeira colocação do grupo para avançar à semifinal dos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020. Pior para a Itália, que até saiu na frente na última partida classificatória, mas não resistiu à qualidade técnica e física das brasileiras. Não à toa, as últimas parciais da vitória por 3 a 1 foram arrasadoras: 23/25, 25/17, 25/16 e 25/21.

Os destaques do Brasil foram Edwarda, Adria e Nathalie, o trio que é o pilar da seleção. Edwarda terminou a partida com 14 pontos. “Foi um jogo bom, mas a gente consegue jogar mais. A gente entrou um pouco ansiosa no começo e nos precipitamos em alguns momentos. No decorrer do jogo, fomos nos soltando”, disse a principal pontuadora da partida.

Com mais este triunfo, a seleção feminina de vôlei sentado somou sua terceira vitória em três partidas, um aproveitamento de 100% na fase de grupos. Por sua vez, a Itália não depende só de si e terá que torcer por uma vitória do Japão sobre o Canadá para seguir em frente.

Agora, as brasileiras aguardam as próximas adversárias. China, Estados Unidos e Rússia ainda brigam pelas duas vagas. Na Rio-2016, o Brasil foi à semifinal e acabou sendo superado pelos Estados Unidos. Mas depois se recuperou e saiu com o bronze. As semifinais estão marcadas para o dia 3 de setembro, com a primeira partida às 6h30 (horário de Brasília).

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Apesar da vitória e do primeiro objetivo alcançado nos Jogos, o técnico José Guedes fez ressalvas sobre o desempenho da equipe. “Primeiro set um pouco atípico, nós demos 12 pontos em erros, o que dificultou. Mas no segundo set, a gente conseguiu impor o nosso ritmo de jogo. Não fiquei satisfeito com a partida. Temos um dia e meio de descanso e treino para chegarmos melhor na semifinal”, disse.

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Paredão brasileiro em ação nos Jogos Paralímpicos de Tóquio (Fotos Wander Roberto /CPB @wander_imagem)

Balde de água fria

Como esperado, Brasil e Itália fizeram, desde o começo, um jogo muito equilibrado. Ponto lá, ponto cá, muitas igualdades no placar e trocas na liderança. Mas com dois erros seguidos das Brasileiras e com Giulia Aringhieri virando todas no ataque, as italianas abriram 15 a 11 no primeiro set, a maior vantagem até então.

Um pedido de tempo providencial de José Dantas recolocou o time brasileiro na parcial, e a vantagem da Itália simplesmente sumiu. Uma virada arrasadora que só não foi perfeita porque o Brasil voltou a errar demais. Para se ter uma ideia, foram três erros seguidos que resultaram na vitória italiana por 25 a 23.

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Acorda!

Ninguém gosta, muito menos planeja sair atrás em uma partida. Só que a derrota na primeira parcial mexeu com a seleção feminina de vôlei sentado. E como mexeu. Foram apenas dois erros no segundo set, muito volume no ataque e a defesa chegando toda bola. Não deu outra, 25 a 17 e jogo empatado.

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Agora aguenta!

E o ritmo não caiu no terceiro set. O trio formado por Edwarda, Nathalie e Adri se encontrou na partida e não deu chances para a defesa da Itália. A vantagem brasileira só foi aumentando e nem um pequeno momento de desatenção tirou o Brasil do rumo e da virada no jogo: 25 a 16 e 2 sets a 1. Mexe com quem tá quieto!

Como um trem-bala japonês, a seleção feminina de vôlei sentado passou em alta velocidade no quarto e último set. O saque brasileiro fez um estrago enorme na recepção italiana. No total, foram 15 aces contra apenas cinco das adversárias. A Itália, já com algumas reservas, não tinha poder algum de reação. E olha que o Brasil ainda se atrapalhou todo para fechar o jogo, mas não teve jeito, 25 a 21 e mais uma vitória nos Jogos Paralímpicos de Tóquio.

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