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Tóquio 2020

Caio Ribeiro aposta que levará ouro e prata em Tóquio

Em live do OTD, Caio Ribeiro demonstrou confiança nos Jogos Paralímpicos e revelou problema com embarcações

O Brasil já tem quatro representantes da canoagem garantidos nos Jogos Paralímpicos de Tóquio, em 2021. Os atletas brasileiros classificados são Caio Ribeiro, o 'Gold Saci', ou saci de ouro, de 34 anos, medalhista de bronze na Rio-2016, Luís Carlos Cardoso, 35, hexacampeão mundial e dono de 12 medalhas em Campeonatos Mundiais, Fernando Rufino, o 'Cowboy de Aço', 35, que subiu ao pódio em 2014 e 2015 em Mundiais, e Debora Raiza, 24, segunda e terceira colocada em Mundiais da modalidade
Caio Ribeiro foi campeão mundial no VL3 200m em 2013 e 2015 (Rodolfo Vilela/rededoesporte.gov.br)

O canoísta brasileiro Caio Ribeiro está confiante de que pode fazer história na paracanoagem dos Jogos Paralímpicos de Tóquio-2020. O “Gold Saci”, ou saci de ouro, como é conhecido, aposta que subirá no lugar mais alto do pódio no VL3 (canoa polinésia) e conquistará a prata no KL3 (caiaque), ambos nos 200 m, conforme disse em live no Instagram do Olimpíada Todo Dia.

No Mundial de Szeged, na Hungria, em 2019, Caio Ribeiro levou a prata no VL3 200 m por pouco, perdendo o ouro por um décimo de segundo. No KL3 200 m, conquistou o bronze. Confiante na aposta para os Jogos de Tóquio, o brasileiro pregou respeito ao ucraniano Serhii Yemelianov, atual campeão olímpico e tricampeão mundial no KL3 200 m, mas diz que pode ousar mais se questionado daqui um tempo.

“Se o mundo quiser apostar, tem duas apostas valendo muita alegria. Vai vir o ouro na canoa (VL3 200 m) e vai vir a prata no caiaque (KL3 200 m). Essa é a aposta. Agora essa pergunta terá que ser feita de novo daqui uns 500 dias para ver se vai ter alguma modificação no caiaque, mas eu sei o quanto eu estou preparado e o quanto meus concorrentes estão preparados. Hoje, infelizmente não consigo levar o ouro no caiaque. Tem que respeitar o ucraniano. Mas já falei para ele: ‘Vou te pegar’”.

“A medalha de prata no VL3 do Mundial foi difícil, porque treinei muito e cheguei tão perto do ouro. Mas sei que posso garantir essa medalha de ouro para o Brasil em Tóquio na canoa. Preciso fazer alguns ajustes, mas vou buscar o ouro para cima do ucraniano. Como ele tem metas, eu também tenho as minhas. E a minha meta é bater ele, levar ouro para o Brasil e fazer história”, completou.

Mundial

Caio Ribeiro, da paracanoagem, apostou, em live com o OTD, que conquistará medalhas tanto no VL3 quanto no KL3 dos Jogos de Tóquio
Caio Ribeiro foi bronze nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro (Francisco Medeiros/ME)

No Mundial de Szeged, Caio Ribeiro precisou lidar com outro adversário complicado além de Serhii Yemelianov. O brasileiro não competiu com as embarcações que treina normalmente no Brasil e, para piorar a situação, o caiaque e a canoa que usou chegaram faltando apenas três dias para o início das provas.

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“No Mundial, eu larguei com uma canoa que eu nunca tinha usado antes, sem adaptação. O nosso treinador e a equipe multidisciplinar que nos acompanham tentam ajudar. Mas não é uma emoção que a equipe toda deveria estar passando. A gente busca dar o nosso melhor para representar o nosso país. A gente não tem outra oportunidade. Sabemos que ali as condições são essas mesmo”, afirmou.

Pedido de apoio

Diante desse cenário, Caio Ribeiro faz um pedido para que o país adquira ou permita com maior facilidade a entrada das embarcações que são usadas nas principais competições no exterior. Vale ressaltar que quem cuida da paracanoagem brasileira é a própria CBCa (Confederação Brasileira de Canoagem).

“Brasil, precisamos de ajuda. A paracanoagem precisa de embarcações, infelizmente a gente não tem as mesmas embarcações que tem lá fora. Então usamos o que tem aqui e quando chegamos lá fora, tentamos se virar e se adaptar da melhor forma possível, mas isso é incorreto”, desabafou.

“Se não der para levar as mesmas que treinamos, pelo menos comprar uma para cá. A canoa está lá fora, mas não trazem para cá, porque é difícil a liberação. Lá fora não são as mesmas que a gente usa aqui. Isso conta muito. Quando nossos adversários chegam para as competições, usam a mesma embarcação que eles treinam ou mesmo modelo”, acrescentou.

Caio Ribeiro espera que a questão das embarcações do time brasileiro de paracanoagem mude até os Jogos Paralímpicos de Tóquio. “Até lá eu espero que tenham um planejamento melhor, mas também é incorreto ter um planejamento para os Jogos e não para os Mundiais anteriores, que é onde a gente se prepara chegar à Paralimpíada”, finalizou.

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