A boa fase de Alexander Bublik em simples contrasta com a polêmica vivida pelo cazaque em Nova Iorque. Enquanto avançava até as oitavas de final do US Open em sua chave individual, Bublik se envolveu em um atrito público com o gaúcho Marcelo Demoliner, seu parceiro nas duplas. A dupla caiu logo na estreia do torneio, perdendo por 6/3 e 6/2 para o carioca Fernando Romboli e o australiano John-Patrick Smith.
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A polêmica veio à tona após declarações de Demoliner nas redes sociais. O brasileiro não escondeu a frustração com a postura do companheiro durante a partida. “Duplista tem esse desafio de tentar encaixar uma dupla e muitas vezes, por causa do ranking, temos que jogar com simplistas, e é uma faca de dois gumes”, disse.
“O resultado me doeu bastante. Não foi pela derrota em si, mas pela sensação de falta de postura e comprometimento”
Marcelo Demoliner
Segundo Demoliner, o incômodo não foi apenas com a derrota, mas com a sensação de falta de empenho. “O resultado me doeu bastante. Não foi pela derrota em si, mas pela sensação de falta de postura e comprometimento. Infelizmente não foi do jeito que acredito e que tento entregar sempre. Às vezes jogar com um simplista é ótimo, mas às vezes é duro porque é minha carreira em jogo e falta um pouco de empatia”, lamentou.
Follow-up on this (and a whooooole lot more that Bublik said about doubles in our interview):
— Ben Rothenberg (@BenRothenberg) August 31, 2025
His #USOpen doubles partner, the doubles specialist Marcelo Demoliner, put out a video lamenting Bublik’s lack of effort in their R1 loss. (h/t @saqueevoleio) https://t.co/Pzi1ZoKZpc pic.twitter.com/ncFC1DyEoK
O gaúcho ainda completou dizendo que a experiência deixou lições amargas. “Hoje foi um daqueles dias que eu queria esquecer. Se eu soubesse que fosse assim talvez eu nem tivesse entrado em quadra, mas faz parte. É mais uma lição e segue o baile”, acrescentou.
Cazaque debocha de duplistas
As críticas do brasileiro ecoaram falas recentes do próprio Bublik. Em entrevista ao site Clay, o cazaque havia revelado sua visão sobre as duplas no circuito profissional. “Antigamente, no início da carreira, jogava duplas por dinheiro. Mas quando você não precisa mais arriscar seu corpo por, sei lá, US$ 50 mil para chegar à terceira ou quarta rodada de um Grand Slam de duplas, acho que é isso que faz a diferença”, disse.
Bublik foi além, colocando em dúvida o valor esportivo da modalidade. “Duplas são divertidas, mas às vezes te entediam, porque de certa forma não é tênis de verdade. É para pessoas que não sabem jogar simples: elas jogam duplas e depois passam para o padel ou o pickleball”, afirmou.