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“Emoção que não consigo explicar”, diz a mais nova brasileira campeã mundial



Maria Clara Pacheco é campeã mundial e iguala feito que apenas Natalia Falavigna havia conseguido até hoje



Maria Clara Pacheco Natália Falavigna, campea mundial de taekwondo
(divulgação/CBTD)

A brasileira Maria Clara Pacheco fez história nesta sexta-feira (24) ao se sagrar campeã mundial de taekwondo. Ela ficou com a medalha de ouro na categoria até 57 quilos para recolocar o Brasil no topo do mundo vinte anos após o feito de Natália Falavigna, campeã na até 72 quilos em 2005, em Madri.

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“É uma emoção que eu não consigo explicar, é a primeira vez que eu ganho um título tão importante e era realmente o objetivo do ano. Estou muito feliz, agradeço a todos que estavam na torcida! E mando um abraço especial para a minha mãe, para o meu pai, dedicar essa vitória para o meu treinador que está aqui e tornou tudo possível”, afirmou Maria Clara Pacheco, de 22 anos.

Salto de performance

Natália Falavigna é parte da delegação brasileira de taekwondo e está em Wuxi, na China, sede do Mundial. “A Maria é uma atleta que, há algum tempo, já nos desperta essa atenção. Nesse ano, ela deu um salto de performance incrível. Foi um ano muito bom, em que ela ganhou tudo o que disputou”, disse a brasileira medalhista de bronze nos Jogos Olímpicos de Pequim em 2008.

“Vê-la entregar um nível de performance que ela colocou hoje, muito acima das demais, é muito gratificante. É uma atleta excepcional, com potencial imenso, tem o olhar diferenciado. A conquista retrata tudo aquilo que ela é e toda a entrega que ela tem, que a equipe dela tem”, acrescentou Falavigna, dona também de três bronzes em mundiais de taekwondo.

Referência

Falavigna finalizou afirmando ser “muito legal ver como ela passa também a ser uma referência para a equipe brasileira e que essa energia espalha para o grupo inteiro. Fico muito feliz que o ano da Maria foi coroado com essa medalha de ouro, porque, mais do que nunca, ela merecia.”

Rivais de peso

O título veio com muita dominância, A brasileira venceu quatro das cinco lutas por 2 a 0. Perdeu um round apenas nas quartas de final. Na disputa pela medalha de ouro, venceu ninguém menos do que a atual campeã olímpica, a sul-coreana Yu-Jin Kim. Foi a segunda vez que ela bateu a asiática em menos de dois meses. Já havia feito isso no final de agosto, na casa da rival, pela semifinal do Grand Prix de Muju.

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Antes, na semifinal do Mundial de Taekwondo, venceu a revanche contra a chinesa Luo Zongshi. Zongshi foi algoz da brasileira em Paris-2024 nas quartas de final. Na ocasião, a asiática era a líder do ranking mundial. As outras vitórias foram, pela ordem, sobre a portuguesa Leonor Correia, a espanhola Laura Marquina e a estadunidense Faith Dillon.

Jornalista com mais de 20 anos de profissão, mais da metade deles na área de esportes. Está no OTD desde 2019 e, por ele, já cobriu 'in loco' os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio, os Olímpicos de Paris, além dos Jogos Pan-Americanos de Lima e de Santiago

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