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Mesmo tirando um 10, Gabriel Medina fica com o vice-campeonato em Fiji



Brasileiro consegue a nota máxima na final, mas perde para Cole Houshmand e encerra a etapa na segunda colocação



Gabriel Medina acumula notas acima de 9 ao longo do dia no Finals Day da Etapa de Fiji
Foto: Cait Miers/WSL

Mesmo tirando um 10, Gabriel Medina ficou com o vice-campeonato da etapa de Fiji do Circuito Mundial de Surfe da WSL. O brasileiro precisava de 6,87 nos minutos finais para virar a bateria contra Cole Houshmand. Sem a prioridade, porém, Medina não encontrou outra onda e encerrou a decisão na segunda colocação com 15,17 de somatório contra 16,87 do americano.

Apesar da derrota, o tricampeão mundial encerrou a oitava etapa da temporada com uma campanha positiva. Medina assumiu a quarta colocação do ranking, reduziu a distância para o líder Ítalo Ferreira e segue vivo na disputa pelo título mundial de 2026.

Ainda dá para Medina?

Depois de três derrotas consecutivas, Gabriel Medina chegou em Fiji precisando de um grande resultado para voltar para a disputa do título mundial de 2026. E foi o que conseguiu.

Gabriel chega a 38.610 (36,410) pontos com o desempenho da etapa, diminuindo a diferença para o líder Italo Ferreira para 4,640 pontos. Ainda restam cinco etapas até a definição do circuito da WSL e vale destacar que o evento final, o Lexus Pipe Masters, tem um aumento 50% nas pontuações.

Medina é o quarto com 36/38, Yago Dora é o terceiro com 38,695 e Italo lidera com 43,250. Entre os brasileiros, aparece o italiano Leonardo Fioravanti, vice-líder do ranking, com 41,015. Miguel e Samuel Pupo também ficam no top-10 na quinta e oitava colocação, respectivamente.

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A decisão

Foram mais de dez minutos de bateria até os primeiros tubos efetivos da final. Na primeira troca de ondas, melhor para o americano, que tirou um 8,50 útil na somatória.

Na sequência, Medina teve a prioridade, mas não conseguiu aproveitá-la. A onda escolhida pelo brasileiro rendeu apenas 5,17 pontos e entrou em seu somatório, mas ficou longe do necessário. Com a segunda prioridade, Cole Houshmand veio logo atrás, encontrou sequência de rasgadas e recebeu 8,37.

A dez minutos do fim, Medina finalmente alcançou a nota 10 que havia buscado durante todo o dia, depois de bater na trave nas quartas de final e na semifinal. Além de recolocar o brasileiro na disputa pelo título, a onda perfeita rendeu a ele um cooler, premiação entregue pela WSL aos surfistas que conseguem uma nota 10 no Circuito Mundial. Gabriel passou a precisar de 6,87 para virar a bateria, mas Cole Houshmand tinha a prioridade e o marcou de perto. Sem conseguir pegar outra onda até o fim, Medina ficou com o vice-campeonato.

Kauli prova próprio veneno e Gabriel avança à semi com autoridade

Depois de desempenho quase perfeito na terça-feira (1), Kauli Vaast (que eliminou Miguel Pupo com direito a nota 10) acabou ficando a maior parte da bateria contra Gabriel Medina em combinação. O brasileiro conquistou a primeira nota na casa dos nove do dia (9.33) e abriu 15,66 de somatória contra o francês, que não achou boas ondas. Vitória e vaga na semifinal para encarar o americano Griffin Colapinto.

Medina bate na trave pelo 10 e vai à decisão

Com o mar oferecendo mais de uma onda por série, o começo do duelo entre Gabriel Medina e Griffin Colapinto foi um grande lá e cá. No começo, melhor para o americano, que com 7,50 e 6,17 assumiu a liderança da bateria. Em desvantagem, Medina achou o maior tubo da sessão para, além de passar na frente no placar, quase levar um cooler para casa – 9.77.

E o tricampeão mundial não parou. Retomando a prioridade, Gabriel achou um repeteco de sua melhor onda no confronto, colocando mais uma nota altíssima no somatório. Nota 9.27 para aumentar o total para 19,04 e colocar Griffin Colapinto em combinação. Com a vitória, Medina diminui a diferença no retrospecto do “clássico” contra Colapinto para 6 a 5 em favor do americano.

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