O sábado (28) foi de muita adrenalina em Porto Alegre, com a abertura da temporada do Pro Tour STU 2026. O grande destaque do dia foi o paulista Victor Ikeda, que brilhou no Mini Ramp Pro Attack e garantiu vaga direta na final deste domingo (29). No feminino, o principal nome foi Dora Varella, que também registrou a maior nota do dia na abertura do circuito.
- Mogi atropela Corinthians em casa e sai na frente na semifinal do Paulista
- O dia do Brasil no esporte: confira a agenda desta terça, 22 de setembro
- Leoas celebram “melhor ano das nossas vidas” após fim da temporada
- Corinthians vence Bahia com gol de Jhonson e é finalista do Brasileiro
- Brasil começa Jogos Sul-Americanos com goleada e vitória no clássico
+ SIGA O OTD NO WHATSAPP, YOUTUBE, TWITTER, INSTAGRAM, TIK TOK E FACEBOOK
Entenda como funciona a disputa
Na primeira fase do Mini Ramp Pro Attack masculino, os 30 skatistas foram divididos em cinco baterias. Cada atleta teve direito a três voltas de 40 segundos, valendo a melhor nota. Já no feminino, a competição começa diretamente na semifinal, com 14 skatistas divididas em duas baterias. As atletas entram na pista em formato de Jam Session, sendo avaliadas pelo conjunto das apresentações.
As sete melhores avançam à final, que nesta edição conta com nomes como Raicca Ventura, campeã do Mini Ramp Pro Attack 2025, além das olímpicas Dora Varella, que obteve 93,14, e Yndiara Asp, com 88,29.
Brasileiro alcança maior nota do dia
A melhor pontuação entre os homens foi de Victor Ikeda, com 85.26, sendo o único a ultrapassar a marca dos 80 pontos. Ele competiu na segunda bateria e nenhum adversário se aproximou de sua nota. A semifinal contará com 15 nomes, incluindo Pedro Carvalho, campeão da edição de 2025.
Victor Ikeda comenta trajetória
Victor Ikeda, de 20 anos, neto de japoneses por parte de pai, comentou sobre sua trajetória no skate:
“Comecei a andar de skate aos 5 anos e aprendi justamente numa mini ramp. Aos 6, já disputava campeonatos. Eram muitos, e ganhei bastante nas categorias mirim e iniciante. Em São Paulo, havia o Circuito Futuro da Nação, onde atletas do Vert, Street e Park competiam. Conheci muitos nomes ainda criança, como Luigi Cini, Pedro Quintas, Lucas Rabelo e Giovanni Vianna. Crescemos juntos e seguimos até hoje”, relembrou.
A Mini Ramp Pro Attack foi fundamental para o desenvolvimento de Ikeda, especialmente na transição para a modalidade Park. Na temporada passada do Pro Tour STU, ele só ficou fora de uma final — justamente em Porto Alegre.
“Não cheguei à final aqui porque me machuquei nos treinos da semifinal. Tive uma lesão no ligamento do joelho e não consegui competir. Já na etapa de São Paulo, estava recuperado e fiquei com o vice-campeonato. No Rio, também cheguei à final, mas sem pódio. Desta vez, deu tudo certo aqui, e a sensação é a melhor possível. O nível está muito alto e será ainda maior amanhã”, afirmou Ikeda.
Olímpicas dominam no feminino
Na semifinal feminina, Dora Varella foi o grande destaque, com a maior nota do dia. Yndiara Asp também comentou a importância da categoria feminina no evento:
“Como é uma Jam Session, não analisam apenas uma volta, mas toda a apresentação. Os juízes avaliam a impressão geral. Gosto de variar as manobras a cada drop, buscando elevar meu nível. Isso é o mais legal da mini ramp. Desde o ano passado temos nossa própria categoria, que estreou aqui. Antes, competíamos com os homens, e hoje vemos várias meninas juntas, o que me deixa muito feliz”, destacou.