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Felipe Gustavo vê muitos “Cristianos Ronaldos” no Super Crown



Perto de ser pai, Felipe Gustavo vai ao SLS Super Crown tentando superar outros “Cristianos Ronaldos” do skate para faturar o título



Na imagem, Felipe Gustavo mostrando a roupa estilizada da SLS que sua filha vai usar.
Felipe Gustavo mostrando a roupa estilizada da SLS que sua filha vai usar. Foto: Pablo Vaz/ SLS

Neste sábado (06), começam as eliminatórias do SLS Super Crown, com a grande final no domingo, no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. Ao mesmo tempo, Camilla Gustavo, esposa de Felipe Gustavo, está nas semanas finais de gestação. Assim, o skatista quer aproveitar ao máximo a última competição do ano antes da paternidade. Se possível, superar outros atletas que considera em nível “Cristiano Ronaldo” para conquistar o título e garantir o troféu de presente para a filha.

Felipe Gustavo conquistou o SLS Brasília, competindo em casa, no meio de 2025. Agora, tem a possibilidade de se sagrar campeão mundial e muito perto do nascimento de sua filha. No entanto, o brasileiro terá de superar mais 19 atletas, como Nyjah Huston e Giovanni Vianna, que já estão na final. Precisa passar entre os quatro melhores da eliminatória que começa às 14h para avançar à decisão. O skatista sabe o tamanho da dificuldade, considerando o nível dos concorrentes.

“Acho que o skate chegou em um nível tão absurdo de evolução que, sempre que entro na pista, acredito que todos podem ganhar. Depende do seu dia. É um monte de ‘Cristiano Ronaldo’ jogando no mesmo lugar. Tem campeonato que o Nyjah não passa para a final e Giovanni passa, eu passo, vai alternando. É muito bom estar no meio deles, estar ali entre os 20 já é um privilégio, já mostra que você anda muito de skate. É um nível muito técnico. Hoje em dia não tem muito favoritismo, tem muito skate a ser mostrado”, avaliou Felipe Gustavo.

Dependo dos obstáculos, Felipe Gustavo se sentirá mais confortável para arriscar seus trunfos sob rodas. “Só dá para falar depois que andamos nos treinos. Depende de espaço, velocidade, ângulo. Pode pensar em diversas manobras e na hora nem aconteça, mas surgem outras. São infinitas possibilidades”.

Uma temporada mais leve

A temporada de 2025 para Felipe Gustavo foi, sobretudo, mais prazerosa em termos de mostrar um skate mais em sua essência de rua. Diferentemente do que ocorreu com a pressão de 2024, quando o brasileiro se classificou para os Jogos Olímpicos de Paris e ficou em 15º.

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“2025 foi um ano muito bom, um pouco menos de eventos, menos sérios. Tivemos oportunidade de viajar para vários lugares do mundo, filmando e fazendo turnês, é realmente o que gostamos de fazer no skate. Campeonatos são muito bons, evoluímos muito e temos o privilégio de estarmos com nossos melhores amigos competindo e se divertindo. Mas, com certeza, foi um ano muito bom sem a Olimpíada”, assegurou Felipe Gustavo.

Por outro lado, o brasileiro foi um dos três representantes nacionais em Tóquio-2020 e Paris-2024, ao lado de Kelvin Hoefler e Giovanni Vianna. E quer repetir o feito em Los Angeles-2028, porque o local é o berço do skate. “Morei em Los Angeles por 18 anos da minha vida, acabei de me mudar para a Flórida. Conheço muito bem o lugar, conheço muitas pessoas, tenho muitos amigos. É a meca do skate mundial. Vai ser muito bom estar lá com todo mundo, representando meu país mais uma vez e vamos fazer de tudo para isso dar certo”.

Representatividade e inclusão

Entre os 20 skatistas que estão no SLS Super Crown, Felipe Gustavo é um dos três atletas negros, ao lado do compatriota Gabryel Aguillar e do canadense Cordano Russell. Contudo, o brasileiro entende que a modalidade é inclusiva e todos são uma grande família, com a cultura de apoio mútuo.

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“O skate traz muito isso, não existe estereótipo de skate, todas as raças são bem vindas e reconhecemos isso. Chegando na pista, você vira família em cinco minutos, nos relacionamos muito juntos. É isso que o skate leva para o mundo, é o único esporte que, mesmo indo um de frente contra o outro, ainda estamos nos divertindo na pista. Acredito que seja o único esporte olímpico que treinamos todos juntos. O skate não tem desigualdade entre nós, somos família e esse é um motivo pelo qual andamos de skate. Por essa família, por esse ‘se divertir’, não importa quem seja. Fazemos manobras juntos, então, skate não tem limites”, finalizou Felipe Gustavo.

Jornalista formado em 2013, mas que atuo desde 2008, quando ingressei na Universidade P. Mackenzie, Trabalhei por seis anos no Diário Lance!. Passei por Punteiro Izquierdo, Surto Olímpico, Torcedores e Secretaria Municipal de Esportes e Lazer de São Paulo. Entrei no OTD em Abril de 2023.

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