O tempo passa rápido. Parece que foi ontem que Rayssa Leal assombrava o mundo do skate, competindo em seu primeiro SLS Super Crown 2018, que ocorreu em 2019. Na época, a atleta tinha 11 anos e terminou com o 13º lugar. Agora, às vésperas de completar 18 e não vendo a hora de tirar sua carteira de motorista, a skatista tem um grande vestibular pela frente. Pode conquistar o tetracampeonato seguido da principal competição de street no mundo, uma prova que considera mais difícil do que o Enem. O vestibular acadêmico ainda vai demorar um tempo, quer se dedicar ao skate, viajar e publicar seus vídeos antes de seguir na carreira de empresária.
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Nos próximos dias 6 e 7, ocorre a SLS Super Crown, no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo e, assim como o Enem, Rayssa terá dois dias de provas. Apesar de acostumada com a competição, a skatista considera esse teste em um nível mais elevado. “Vou dizer que o skate é mais difícil”, brincou.
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Por outro lado, a brasileira mostra confiança. “Fico feliz que posso participar de um campeonato que eu já acompanhava desde muito pequena, continua sendo um sonho poder competir no Brasil e sentir toda essa energia. A torcida é diferente, porque realmente nos sentimos em casa. Moro no Maranhão, mas me sinto andando na pista de casa. Estamos com expectativas altas, vamos dar nosso melhor. Espero acertar todas as manobras e fazer uma final incrível, junto com todas as meninas”, avaliou Rayssa.
Segunda profissão
Rayssa Leal se formou recentemente na escola na qual estava desde o quarto ano. Isso significa que já pode prestar vestibular e tentar uma graduação, por exemplo, de administração. No entanto, se submeter à provas dos livros é um dos planos futuros da skatista.
“Pretendo prestar vestibular sim, está nos meus planos para o futuro. Poder fazer alguma coisa que eu possa trabalhar com a galera do skate, ser empresária no futuro, agenciar alguns atletas, quem sabe daqui uns dez ou quinze anos. Tem muito skate pela frente. Terminei agora a escola e pretendo focar 100% no meu skate, fazer meus videoparts, poder viajar mais e passar mais tempo fora”, comentou Rayssa.
Uma das partes do crescimento de vida adulta que a ex-estudante passou foi a despedida da vida escolar e estar com seus colegas. “Chorei horrores de emoção, estava na mesma escola desde o quarto ano, foi uma história muito bonita. Infelizmente, no Brasil, é um pouco difícil para os atletas que precisam viajar, dar o seu melhor e precisam estudar. Às vezes, precisa estudar fora, não tem aulas online no Brasil. Atrapalha um pouco a vida do atleta. Eu saia para pegar o voo às três horas para Imperatriz e às sete já estava de pé feliz que veria meus amigos”.
Em qualquer caminho que Rayssa seguir, vai encontrar pressão, mas faz uso de um recurso para ajudar a lidar com essa pressão, seja andando de skate, seja na vida acadêmica. “Meu trabalho com a minha terapeuta é um dos pilares mais importantes para lidar com esses momentos”.