Siga o OTD

Santiago 2023

Salto triplo nos Jogos Pan-Americanos de Santiago-2023

Confira tudo sobre a prova do salto triplo dos Jogos Pan-Americanos de Santiago-2023 tanto no masculino como no feminino

Almir Júnior Salto em Distância
Depois do quarto lugar em Lima-2019, Almir Júnior quer subir no pódio em Santiago-2023 (Carol Coelho/CBAt)

Com extrema tradição no salto triplo masculino com campeões como Adhemar Ferreira da Silva, João Carlos de Oliveira, o João do Pulo, e Jadel Gregório, o Brasil liderou o quadro de medalhas da prova até Guadalajara-2011 e só foi ultrapassado por Cuba no número de ouros em Toronto-2015. Quarto colocado em Lima-2019, Almir Júnior será o único representante do país em Santiago-2023 na missão de recuperar a hegemonia.

No feminino, Núbia Soares, atleta de muito potencial, mas que tem sofrido com lesões nos últimos anos, vai tentar recuperar a boa fase nos Jogos Pan-Americanos de Santiago-2023. Ela vai representar o Brasil ao lado de Gabriele Sousa dos Santos.

+ SIGA O OTD NO YOUTUBETWITTERINSTAGRAMTIK TOK E FACEBOOK

MASCULINOFEMININO

Nossos pódios

Maior nome da história do salto triplo brasileiro, o bicampeão olímpico Adhemar Ferreira da Silva também deixou sua marca nos Jogos Pan-Americanos. Entre suas conquistas nas Olimpíadas em 1952 e 1956, ele reinou no Pan ao faturar as três primeiras edições: Buenos Aires 1951, Cidade do México 1955 e Chicago 1959.

Depois de Adhemar Ferreira da Silva, se seguiu uma legião de bons saltadores defendendo as cores do Brasil. Em São Paulo 1963, Mário Gomes foi bronze. Nelson Prudêncio foi duas vezes prata, em Winnipeg 1967 e Cali 1971. Veio então a era de João Carlos de Oliveira, o João do Pulo, bicampeão na Cidade do México 1975 e San Juan 1979. Em sua primeira conquista, o brasileiro estabeleu o recorde do salto triplo nos Jogos Pan-Americanos, 17m89, que perdura até hoje.

Depois de medalhar no salto triplo nas oito primeiras edições dos Jogos Pan-Americanos, o Brasil, nas cinco competições seguintes, só conseguiu a prata com Anísio Silva em Havana 1991. Os bons resultados voltaram para valer com Jadel Gregório, prata em Santo Domingo 2003 e ouro no Rio de Janeiro 2007. Em Guadalajara 2011, Jefferson Sabino ficou com o bronze.

A estrela dos Jogos

O cubano Yoelbi Quesada é o maior vencedor da história do salto triplo nos Jogos Pan-Americanos. Com três ouros e um bronze, ele superou a lenda Adhemar Ferreira da Silva, que foi tricampeão da prova. A primeira conquista dele foi em casa: Havana 1991. Depois, ele repetiu o feito em Mar Del Plata 1995 e Winnipeg 1999. Para ultrapassar o genial brasileiro, ele ficou em terceiro lugar em Santo Domingo 2003.

Além das conquistas em Jogos Pan-Americanos, Yoelbi Quesada fez história no salto triplo nas principais competições esportivas. Foi medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Atlanta 1996 e, no ano seguinte, foi campeão mundial em Atenas. No Mundial indoor, foi prata em Barcelona 1995 e bronze em Birmingham 2003.

Medalhistas

ANOMedalha de ouroTEMPOMedalha de prataTEMPOMedalha de bronzeTEMPO
1951Adhemar Ferreira da Silva
 Brasil
15.19mHélio Coutinho da Silva
 Brasil
15.17mBruno Witthaus
 Argentina
14.34m
1955Adhemar da Silva
 Brasil
16.56mArnoldo Devonish
Venezuela
16.13mVíctor Hernández
 Cuba
15.60m
1959Adhemar da Silva
 Brasil
15.90mHerman Stokes
 EUA
15.39mBill Sharpe
 EUA
15.25m
1963Bill Sharpe
 EUA
15.15mRamón López
 México
15.08mMário Gomes
 Brasil
14.97m
1967Charles Craig
 EUA
16.54mNelson Prudêncio
 Brasil
16.45mJosé Hernández
 Cuba
15.95m
1971Pedro Pérez
 Cuba
17.40mNelson Prudêncio
 Brasil
16.82mJohn Craft
 EUA
16.32m
1975João Carlos de Oliveira
 Brasil
17.89mTommy Haynes
 EUA
17.20mMilan Tiff
 EUA
16.98m
1979João Carlos de Oliveira
 Brasil
17.27mWillie Banks
 EUA
16.88mJames Butts
 EUA
16.69m
1983Jorge Reyna
 Cuba
17.05mLázaro Betancourt
 Cuba
16.75mJosé Salazar
Venezuela
16.26m
1987Mike Conley
 EUA
17.31mWillie Banks
 EUA
16.87mFrank Rutherford
 Bahamas
16.68m
1991Yoelbi Quesada
 Cuba
17.06Anísio Silva
 Brasil
16.72mWendell Lawrence
 Bahamas
16.69m
1995Yoelbi Quesada
 Cuba
17,67mJérôme Romain
DMA Dominica
17,24mYoel García
 Cuba
17,21m
1999Yoelbi Quesada
 Cuba
17,19mLaMark Carter
 EUA
17,09mMichael Calvo
 Cuba
17,03m
2003Yoandri Betanzos
 Cuba
17,26mJadel Gregório
 Brasil
17,03mYoelbi Quesada
 Cuba
16,78m
2007Jadel Gregório
 Brasil
17,27mOsniel Tosca
 Cuba
16,92mYoandris Betanzos
 Cuba
16,90m
2011Alexis Copello
 Cuba
17,21mYoandri Betanzos
 Cuba
16,54mJefferson Sabino
 Brasil
16,51m
2015Pedro Pablo Pichardo
 Cuba
17.54mLeevan Sands
 Bahamas
16.99mErnesto Revé
 Cuba
16.94m
2019Omar Craddock
 EUA
17.42mJordan Díaz
 Cuba
17.38mAndy Díaz
 Cuba
16.83m

Quadro de medalhas

OrdemPaísMedalha de ouroMedalha de prataMedalha de bronzeTotal
1 Cuba74819
2 Brasil65213
3 EUA55414
4 Bahamas0123
5Venezuela0112
6 México0101
  Dominica0101

Nossos pódios

Keila Costa é a responsável por ter colocado duas vezes o Brasil no pódio do salto triplo feminino dos Jogos Pan-Americanos. A primeira vez foi em casa com a medalha de prata no Rio 2007. Ela saltou 14,38m, mas não conseguiu se aproximar da cubana Yargevis Savigne, que foi campeão com 14,08m.

Oito anos depois, em Toronto 2015, Keila Costa voltou a repetir o feito. Ela saltou 14,50m, mas também ficou longe da poderosa colombiana Caterine Ibarguen, que alcançou 15,08m para quebrar o recorde dos Jogos Pan-Americanos, que pertencia a ela mesma.

A estrela dos Jogos

Medalhista de prata na Olimpíada de Londres 2012 e de ouro na Rio 2016 e pódio quatro vezes em Mundiais (bronze em 2011, ouro em 2013 e 2015 e prata em 2017), a colombiana Caterine Ibarguen é a maior vencedora da história do salto triplo feminino nos Jogos Pan-Americanos. Ela é a atual bicampeã da prova, que começou a ser disputada apenas em Mar Del Plata 1995, e vai tentar o tri, aos 35 anos, em Lima 2019.

Medalhistas

ANOTEMPOMedalha de prataTEMPOMedalha de bronzeTEMPO
1995Laiza Carrillo
 Cuba
14,09mNiurka Montalvo
 Cuba
13,90mAndrea Ávila
 Argentina
13,84m
1999Yamilé Aldama
 Cuba
14,77mSuzette Lee
Jamaica
14,09mMagdelín Martínez
 Cuba
13,98m
2003Mabel Gay
 Cuba
14,42mYuliana Pérez
 EUA
13,99mYusmay Bicet
 Cuba
13,90m
2007Yargeris Savigne
 Cuba
14,80mKeila Costa
 Brasil
14,38mMabel Gay
 Cuba
14,26m
2011Caterine Ibargüen
Colômbia Colômbia
14,92 mYargelis Savigne
 Cuba
14,36 mMabel Gay
 Cuba
14,28 m
2015Caterine Ibargüen
Colômbia Colômbia
15.08 mKeila Costa
 Brasil
14.50 mYosiry Urrutia
Colômbia Colômbia
14.38 m
2019Yulimar Rojas
 Venezuela
15.11Shanieka Ricketts
Jamaica
14.77Liadagmis Povea
 Cuba
14.60

Quadro de medalhas

OrdemPaísTotal
1 Cuba42511
2 Colômbia2103
3 Venezuela1001
4 Brasil0202
 Jamaica0202
6 EUA0101
7 Argentina0011

A prova

Salto Triplo é uma combinação de três saltos sucessivos que terminam com a queda numa caixa de areia. A prova inicia-se com uma corrida de impulso. O salto começa com o contacto da perna de impulsão tocando o solo (maior absorção de impacto); segue-se uma pequena flexão da perna de impulsão (maior tensão elástica); nesse momento a perna de impulsão sofre grande pressão (até 6 vezes o peso do atleta), sendo que quanto maior o ângulo maior a pressão. A chamada é realizada com um movimento de patada, onde o saltador faz um movimento brusco com a perna para trás e para cima, tentando assim reduzir a perda de velocidade horizontal. O ângulo resultante de saída é menor que o salto da distância. Por fim, na fase de voo, deve-se corrigir o equilíbrio através da rotação horizontal dos braços, colocando o centro de gravidade no lugar.

A Federação Internacional de Atletismo descreve a mecânica obrigatória do salto da seguinte maneira:”o salto deve ser feito de tal maneira que o atleta pouse, no primeiro salto, com o mesmo pé com que ele saltou após a corrida; o segundo salto deve pousar com o pé trocado, o qual serve de impulsão para o salto final dentro da caixa de areia”.

Os saltos são invalidados caso o atleta pise na borda ou em algum ponto tábua de impulsão. A marca é medida da ponta da tábua até a primeira marcação do corpo do saltador na caixa de areia. Assim como em várias outras modalidades do atletismo, marcas conseguidas com vento a favor superior a 2 m/s não são consideradas para recordes.

Fundador e diretor de conteúdo do Olimpíada Todo Dia

Mais em Santiago 2023