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Santa Fé 2026

 

Aruba e Curaçao: delegações pequenas, presenças importantes no Sula



Com duas das três menores delegações em Santa Fé 2026, Aruba e Curação conquistaram medalhas e ganharam mais experiência



Da esquerda para a direita: Kaj e Zara Rozeboom, medalhistas no Sula por Aruba e Glenka Antonia, medalhista por Curaçao. (Fotos: Reprodução/ Instagram/297Sports/fdok.curacao)
Da esquerda para a direita: Kaj e Zara Rozeboom, medalhistas no Sula por Aruba e Glenka Antonia, medalhista por Curaçao. (Fotos: Reprodução/ Instagram/297Sports/fdok.curacao)

Aruba, com 13 atletas, e Curaçao, com 17, tiveram duas das três menores delegações dos Jogos Sul-Americanos Santa Fe 2026. O número reduzido, porém, não impediu que as duas ilhas caribenhas deixassem a Argentina com medalhas e, principalmente, com novas experiências para seus atletas.

As vitórias conquistadas pela delegação de Aruba

Aruba, que estreou no Sula em 1994, quase sempre participou do evento com delegações muito pequenas. Em Santa Fé 2026, foram oito mulheres e cinco homens, que voltaram para casa com quatro medalhas.

A vela garantiu duas pratas, ambas na categoria Windsurfing (iQFOiL), com os irmãos Kaj e Zara Rozeboom, no masculino e no feminino, respectivamente. No boliche, as irmãs Abigail e Kamillah Dammers conquistaram a prata nas duplas femininas, enquanto Kamillah também levou o bronze na disputa individual.

Os resultados fizeram parte de um processo de crescimento esportivo que, segundo Jonathan Wever, chefe da Missão de Aruba, ganhou força nos últimos anos. O último ciclo olímpico (os quatro anos do período chamado Olimpíada) terminou com 33 medalhas para a ilha, o melhor resultado de sua história. Esse desempenho começa a despertar o interesse. “Muitos atletas jovens viram esse movimento e agora querem fazer parte disso”, explicou Wever.

Os desafios da preparação e logística para Aruba

A preparação para as competições envolveu trabalho conjunto entre as federações e períodos de treinamento em outros países. A equipe de planejamento de Aruba buscou considerar as necessidades de cada atleta e aproveitar as oportunidades oferecidas pelo calendário internacional.

Nos Jogos Sul-Americanos 2026, a delegação ainda precisou lidar com a distribuição das competições por diferentes cidades. Aruba teve atletas em Santa Fé e Rosário, enquanto o boliche foi realizado em Buenos Aires. A logística exigiu a divisão da comissão técnica, da equipe médica e de outros integrantes da delegação entre as sedes.

Para Wever, entretanto, a experiência não se resumiu aos resultados. Competir ao lado de delegações maiores e conhecer diferentes estruturas esportivas também fazia parte do desenvolvimento dos atletas arubanos. “Apesar de sermos uma ilha, podemos competir contra os países grandes”, afirmou.

A grande chance de desenvolvimento para Curaçao

Curaçao também deixou Santa Fé 2026 com medalhas. A delegação, formada por 10 homens e sete mulheres, conquistou dois pódios: o ouro de Glenka Antonia no salto em altura e o bronze de Fabian Williams no boxe, na categoria até 65 kg.

Curaçao estreou nos Jogos Sul-Americanos em 2022 e ainda busca ampliar seu espaço no movimento olímpico. A ilha não pode participar dos Jogos Pan-Americanos nem dos Jogos Olímpicos sob sua própria bandeira e, por isso, encontra no circuito regional uma oportunidade para desenvolver atletas, ganhar experiência e estabelecer vínculos com outras estruturas esportivas.

Gerard Charles, chefe da Missão de Curaçao, destacou justamente a importância dessas competições para o processo de formação. Além dos Jogos Sul-Americanos de Assunção 2022, a delegação já havia participado dos Jogos Bolivarianos e de outros eventos da América Central e do Caribe. “Para nós isso é prioridade, nós valorizamos isso”, afirmou Charles.

A busca por novos talentos pode ampliar ainda mais o impacto esportivo em Curaçao

O trabalho também passa pela identificação e formação de novos talentos. Segundo Charles, Curaçao conta com mecanismos para desenvolver atletas e, apesar do tamanho da ilha, possui esportistas com potencial em diferentes modalidades.

O futebol e o beisebol ocupam um espaço importante na cultura esportiva local. No beisebol, alguns atletas de Curaçao chegaram ao profissionalismo nos Estados Unidos. Já no futebol, o país participou de sua primeira Copa do Mundo. Para os eventos multiesportivos, porém, a ilha também ampliou a atenção para modalidades como atletismo, boxe e tiro esportivo.

A participação em Santa Fé 2026 serviu ainda para estreitar relações com outras nações. Charles citou uma visita ao Brasil para conhecer sua estrutura esportiva e um acordo firmado com o Peru para que atletas de Curaçao possam viajar ao país para treinar e se preparar. “É onde se formam relações e também acordos que podem ajudar e também desenvolver o esporte em nossos países”, explicou.

Para Aruba e Curaçao, portanto, os Jogos Sul-Americanos Santa Fé 2026 representaram mais do que uma passagem pelo calendário internacional. Duas das menores delegações estiveram entre aquelas que concluíram a competição com medalhas, mas também utilizaram o evento como espaço para testar atletas, acumular experiência e ampliar os caminhos para o desenvolvimento esportivo em suas ilhas.

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