Siga o OTD

Santa Fé 2026

 

Após dois ouros no Sula, polo aquático brasileiro mira Los Angeles 2028



Brasil garantiu as seleções feminina e masculina no Pan de Lima 2027 e tenta voltar aos Jogos Olímpicos pela primeira vez desde o Rio 2016



A piscina lotada em Rosário foi o cenário de duas finais entre Brasil e Argentina. A seleção feminina venceu por 12 a 5. Horas depois, a masculina ganhou um clássico decidido no fim, por 16 a 15. Os dois ouros nos Jogos Sul-Americanos Santa Fé 2026 garantiram ao país vagas nos torneios de polo aquático dos Jogos Pan-Americanos de Lima 2027. Agora, os atletas falam de um objetivo maior: voltar aos Jogos Olímpicos em Los Angeles 2028.

“Esta era a primeira etapa: garantir a classificação e vencer este campeonato”, disse Rafael Vergara ao Olimpíada Todo Dia. Autor do gol que decidiu a final masculina, ele sabe que o trabalho continua: “Agora é tudo ou nada”. No feminino, a goleira Thatiana Pregolini resumiu o sentimento da equipe: “Cumprimos o primeiro objetivo. Agora é seguir no ciclo e tentar conquistar uma vaga”.

Uma década longe dos Jogos Olímpicos

O Brasil não disputa o polo aquático olímpico desde o Rio 2016, quando competiu nos torneios masculino e feminino como país-sede. As duas equipes terminaram na oitava colocação. Grummy integrou a seleção masculina daquela edição; Diana Abla, que também conquistou o ouro em Santa Fé, estava no time feminino.

A história das duas seleções nos Jogos é diferente. O masculino participou de oito edições: 1920, 1932, 1952, 1960, 1964, 1968, 1984 e 2016. Já o feminino fez sua única aparição olímpica no Rio. Se conquistarem as vagas para 2028, os homens voltarão a competir em Los Angeles, onde estiveram em 1984, e as mulheres alcançarão sua segunda participação.

O que está em jogo na disputa das Américas

O sistema de classição para os Jogos Olímpicos reserva vagas para os campeões do polo aquático dos Jogos Pan-Americanos. Como os Estados Unidos já estão garantidos em Los Angeles 2028 por serem o país-sede, os classificados serão os vice-campeões caso os americamos repitam as medalhas de ouro conquistadas nas últimas oito edições do masculino e nas últimas seis do feminino.

Em Santiago 2023, a seleção brasileira masculina foi vice-campeã pan-americana: chegou à final e perdeu para os Estados Unidos por 17 a 7. Com os norte-americanos previamente classificados para 2028 como anfitriões, repetir o resultado classificaria o Brasil para Los Angeles-2028.

Grummy quer buscar ao menos aquela posição, mas não descarta desafiar os Estados Unidos na final. O capitão também cita Argentina e Canadá entre os adversários que exigirão uma preparação forte nos próximos meses. Para Vergara, a equipe precisará aproveitar os períodos de treinamento conjunto previstos na Europa antes do Pan.

Feminino vê Canadá como obstáculo decisivo

Para a seleção feminina, o histórico pan-americano aponta uma adversária direta. O Canadá conquistou a prata nas últimas seis edições dos Jogos, sempre chegando à final contra os Estados Unidos nesse período. O Brasil terminou com o bronze nas quatro edições mais recentes. Para mudar a ordem entre as equipes, as brasileiras precisarão superar as canadenses.

“Nosso objetivo é esse: vencer o Canadá”, afirmou Kemily Leão. Jeniffer Cavalcante vê espaço para a equipe brasileira crescer até Lima: “O Canadá também vem com uma equipe nova. Acho que podemos surpreendê-las”.

Em Santa Fé, as duas seleções cumpriram a primeira parte do plano. O ouro e as vagas no Pan estão garantidos. O vídeo do Olimpíada Todo Dia reúne a festa nas finais contra a Argentina e as vozes dos atletas que agora tentam transformar o sonho de Los Angeles em uma nova participação olímpica.

Fundador e diretor de conteúdo do Olimpíada Todo Dia Jornalista esportivo desde 1997 com experiência em coberturas de Jogos Olímpicos, Copas do Mundo, Mundiais, Jogos Pan-Americanos e muito mais. Teve passagens por ESPN, Portal Terra, TV Gazeta, Gazeta Esportiva, Agora São Paulo e Agência Estado

Mais em Santa Fé 2026