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Jojô ressalta maturidade quatro anos após primeira medalha sul-americana



Jojô conquista a prata no individual geral em Santa Fé, repete o resultado de 2022 e destaca maturidade após quatro anos



Na foto, destaque para a atleta Geovanna Santos. Foto: Jonne Roriz/COB
Foto: Jonne Roriz/COB

Geovanna Santos, a Jojô, voltou a subir ao pódio dos Jogos Sul-Americanos quatro anos depois de conquistar a prata em sua primeira participação na competição. Em Santa Fé, a brasileira repetiu o segundo lugar no individual geral ao somar 110.150 pontos e confirmou mais uma vez sua presença entre as principais ginastas da disputa.

O resultado também marcou uma nova experiência na trajetória de Jojô. Se em 2022, no Paraguai, a ginasta fazia sua estreia nos Jogos Sul-Americanos, desta vez chegou à competição com mais experiência e maturidade para lidar com os desafios de uma final de individual geral. Mesmo após um início complicado na série de bola, ela conseguiu se recuperar nos três aparelhos seguintes e garantir novamente um lugar no pódio.

“Eu competi os Jogos do Paraguai em 2022, foi o meu primeiro Jogos, e aqui estou retornando no segundo. Muda bastante. A gente vem aí com quatro anos de diferença, mais maturidade, mais experiência dentro de quadra”, avaliou Jojô.

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Experiência ao longo dos anos

A experiência foi colocada à prova logo no início da final. A brasileira não teve a apresentação que esperava na série de bola, mas conseguiu reagir e não permitiu que o resultado interferisse nas três séries seguintes. Em vez de pensar na nota ou no que havia acontecido, Jojô optou por seguir a competição e concentrar a atenção em cada aparelho.

“Eu comecei, não tive um bom início de competição, errei ali na série de bola, mas eu sabia que tinha três oportunidades ainda para entrar e dar o meu melhor. Na minha mente, era o jogo ainda não acabou, a competição ainda não acabou. É focar ali nos próximos aparelhos”, contou.

A capacidade de deixar o erro para trás e manter a concentração nas séries seguintes mostra uma evolução em relação à primeira participação de Jojô nos Jogos Sul-Americanos. Em 2022, no Paraguai, a ginasta ainda não tinha a mesma experiência para lidar com situações adversas durante uma final de individual geral.

“Talvez há quatro anos atrás ainda não teria essa maturidade, essa evolução, mas é isso, o tempo vai nos ensinando cada vez mais, e a gente vai evoluindo. Foi o que aconteceu”, afirmou.

Mesmo com a medalha de prata, Jojô avaliou que poderia ter tido um desempenho ainda melhor na disputa. Ao mesmo tempo, destacou a satisfação com a reação ao longo da competição e com as notas alcançadas em alguns aparelhos.

“Tenho certeza que eu poderia ter feito ainda melhor na competição geral, mas estou muito feliz. Foi o que Deus planejou, e eu estou muito feliz com o que a gente conseguiu entregar aqui dentro de quadra. Vieram notas ainda mais altas em alguns aparelhos, e é isso, a gente sempre pensa em evoluir cada vez mais.”

Novo formato

O novo formato da disputa do individual geral nos Jogos Sul-Americanos também foi destacado por Jojô como uma experiência importante para a sequência da temporada. Nesta edição, as ginastas passaram primeiro pelas classificatórias e, depois, as dez melhores avançaram para a final do individual geral, precisando repetir os quatro aparelhos em uma nova disputa.

“Eu acho que já faz com que seja um preparatório para as próximas competições. Tanto que, se essa competição fosse antes do Mundial, seria mais uma preparação para o Mundial, porque quando a gente passa para o individual geral no Mundial, é isso, uma série atrás da outra, correria, então o seu corpo precisa estar preparado”, explicou.

A dinâmica exigiu não apenas preparo físico, mas também concentração para voltar à área de competição e apresentar novamente as quatro séries. Jojô explicou que a preparação foi pensada justamente para esse cenário, com pouco tempo entre uma apresentação e outra.

“É entrar, competir, sair, trocar o collant e voltar de novo na próxima série, então sempre com esse físico bom e a mentalidade acima de tudo. O mental sempre firme”, afirmou.

Próximos desafios

Com a segunda medalha consecutiva nos Jogos Sul-Americanos, Jojô já projeta os desafios da próxima temporada. Entre eles está o pré-olímpico no próximo ano, apontado pela ginasta como o principal objetivo na busca pela vaga nos Jogos Olímpicos.

“Temos o nosso principal objetivo, que é o pré-olímpico, e a gente vai com tudo para conseguir essa vaga, que Deus quiser”, projetou.

Formada em Jornalismo pela PUC-SP e apaixonada pelo universo esportivo e por Ginástica Rítmica

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