No primeiro compromisso internacional após o nascimento da filha Lila, de quatro meses, Juliana Duque e Rafael Martins conquistaram a medalha de ouro nas disputas da vela na categoria Snipe Misto nos Jogos Sul-americanos de Santa Fé. O título garantiu ao Brasil uma vaga nos Jogos Pan-americanos Lima 2027 e teve uma espectadora especial: a filha Lila, que acompanhou os pais durante toda a competição.
Na prova, o casal encontrou os melhores ventos e conquistou a medalha de ouro de forma antecipada, ao somar apenas 22 pontos em oito regatas, descartando a última. O segundo lugar foi conquistado pela dupla argentina, formada por Luciano Pesci e Florência Galimberti, que somou 28 pontos, e o terceiro, pelos peruanos Ismael Muelle e Maria Garcia Vegas, com 31 pontos.
+ SIGA O OTD NO WHATSAPP, YOUTUBE, TWITTER, INSTAGRAM, TIK TOK E FACEBOOK
Retorno em alto nível na Vela no Jogos Sul-Americanos de Santa Fé 2026
Para a mãe, Juliana, o título representou também um marco no retorno às competições de alto nível após o parto por cesárea: “estou muito feliz. A Lila está com quatro meses e este é o nosso primeiro grande campeonato nas classes em que competimos, tanto a Pan-americana quanto a Olímpica (470). Sendo assim, este retorno tem sido muito positivo”, contou a velejadora.
O casal já havia participado de algumas provas desde o nascimento da filha como parte do processo de retomada, entre elas a Semana de Vela de Ilhabela de HPE 25, em julho, quando Lila tinha dois meses de vida. No entanto, os Jogos Sul-americanos Santa Fé 2026 marcaram o primeiro grande teste físico desde a maternidade.
Mais sobre Santa Fé-2026
Operação familiar nos Jogos Sul-Americanos
A volta às competições também exigiu uma operação familiar. A mãe da velejadora, Alina Duque, acompanhou a viagem e ficou responsável por cuidar de Lila enquanto os pais estavam nas regatas. Esta já foi a terceira viagem da bebê com a família.
“A ajuda da minha mãe tem sido fundamental para que possamos continuar treinando e competindo. É uma rotina bastante exaustiva, mas, ao mesmo tempo, muito gratificante. Quando voltamos para terra firme, a Lila sempre nos recebe sorrindo, o que torna tudo mais leve”, contou Juliana.
Mesmo assim, o momento mais esperado vinha depois de cada regata. Durante a prova, o casal conta que mantém a concentração total na competição. Assim que cruzam a linha de chegada, porém, o pensamento muda de direção.
“É uma sensação diferente. Já tivemos outras conquistas, mas esta tem um sabor especial por ser a primeira com a Lila presente. Tivemos uma experiência marcante quando competimos no Brasileiro, em Brasília, com a Ju grávida de sete meses, mas agora a Lila está aqui conosco. Estamos muito emocionados. Durante a regata, mantivemos o foco total, mas, assim que a prova termina, nosso pensamento volta imediatamente para ela. É um sentimento de pura gratidão”, disse Rafael.
Para preservar a rotina da bebê e também a concentração dos atletas, Lila fica com a avó durante as competições.
“Ficamos com ela até o último momento antes de sair para o clube. Deixamos a Lila com a minha mãe. Independentemente disso, ela é o nosso primeiro pensamento assim que cruzamos a linha de chegada”, explica Rafael.
O retorno ao alto rendimento após a maternidade está em andamento, e a medalha de ouro no Snipe Misto nos Jogos Sul-Americanos veio para confirmar o progresso e representa mais uma etapa de um projeto maior. Para a campanha olímpica na classe 470, o casal ainda tem objetivos pela frente, incluindo os Jogos Pan-americanos Lima 2027. Mas, enquanto trabalha, o casal encontrou na filha um “amuleto da sorte” e uma nova companheira de viagens.
Com informações do Comitê Olímpico do Brasil



