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Santa Fé 2026

 

Carolyne e Thais destacam troca de experiências após prata do Brasil



Carolyne Pedro e Thais Fidelis conquistam o vice por equipes nos Jogos Sul-Americanos e destacam a troca de experiência com as mais jovens



Jogos Sul-Americanos Santa Fé 2026 – Ginástica Artística – Competição de ginástica artística

A experiência de Thais Fidelis e Carolyne Pedro ganhou um papel importante na equipe feminina de ginástica artística do Brasil nos Jogos Sul-Americanos de Santa Fé. Vice-campeãs por equipes, as duas são as atletas mais experientes do grupo e, ao lado de uma geração mais jovem, ajudaram a equipe na conquista da prata.

Troca de experiência

Três ginastas da equipe estão disputando os primeiros Jogos Sul-Americanos da carreira. Além da novidade de competir em uma competição multiesportiva, elas também estão vivendo pela primeira vez a rotina da Vila e o contato com atletas de outras modalidades. Nesse cenário, Thais e Carolyne assumiram naturalmente o papel de orientar e dar suporte às companheiras.

“Praticamente só tem eu e a Ca de mais velhas, então é uma geração mais nova, a gente está ali sempre apoiando, sempre torcendo. Independente se acontecem erros, a gente está sempre ali torcendo uma pra outra e é isso”, explicou Thais.

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Com dez anos de seleção brasileira, Carolyne Pedro usa a experiência para ajudar as companheiras mais jovens, que disputam os primeiros Jogos Sul-Americanos. “Elas têm energia, hein? Nossa senhora! Elas têm energia. É o primeiro Jogos delas. Com vila, com outros esportes, então elas estão assim, maravilhadas com tudo. E a gente tem que estar, tipo assim, ó, volta! Volta!”, brincou.

“Erros fazem parte”

A troca de experiência aparece principalmente nos momentos em que uma série não sai como planejado. Thais, que teve uma queda na trave durante a competição, reforçou que os erros fazem parte da ginástica e que o apoio entre as atletas precisa continuar independentemente do resultado.

“Erros fazem parte. Eu mesma hoje tive uma queda na trave, mas a gente trabalha para, na hora da apresentação, na hora de apresentar para o árbitro fazer a melhor série. Às vezes, infelizmente, não acontece como a gente quer, mas a gente está sempre ali para apoiar, independente de queda ou de acerto. A gente é uma equipe e a gente vai do começo ao final sendo uma equipe”, afirmou.

Para Carolyne, a principal orientação às companheiras é não deixar que um erro determine o restante da apresentação. “A gente sempre fala pra elas que é: começa, vai até o fim. Não pode desistir no meio. Sem desistir. Se caiu, ergue a cabeça e vai até o final do melhor jeito”, disse.

A ginasta reforçou que a postura precisa ser mantida até o último movimento. “Diferente se caiu, se não caiu, tem que ir do começo ao final, tendo a mesma garra do início ao fim”, completou.

Retorno aos Jogos e apoio da torcida

A experiência de Thais também passa pela própria trajetória nos Jogos Sul-Americanos. Depois de competir em 2018 e voltar em 2022, em Assunção, quando disputou apenas dois aparelhos, a ginasta novamente participou da competição em 2026, em Santa Fé, desta vez na trave e nas barras assimétricas. O retorno acontece ao lado de uma geração mais jovem, com quem divide a experiência acumulada ao longo da carreira.

“Eu também só fiz dois aparelhos em Assunção, porque eu estava prestes a sair da ginástica e agora retornando aos Jogos. É muito feliz, né? Praticamente só tem eu e a Ca de mais velhas, então é uma geração mais nova, a gente está ali sempre apoiando, sempre torcendo”, contou.

Carolyne Pedro disputou os quatro aparelhos em Santa Fé e conquistou uma vaga na final das paralelas. “Muita coisa pra melhorar, mas dentro do possível, dentro do que a gente estava treinando, foi o meu melhor hoje”, avaliou.

Além do desempenho, Thais e Carolyne destacaram o apoio da torcida nas arquibancadas. “A gente ficou muito feliz com essa torcida”, contou Thais. Para Carolyne, o incentivo também faz diferença durante as apresentações: “Levanta a gente em todos os aparelhos e dá força em todos os aparelhos”.

Formada em Jornalismo pela PUC-SP e apaixonada pelo universo esportivo e por Ginástica Rítmica

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