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Tóquio 2020

Verônica Hipólito rasga elogios à estrutura do CPB em podcast

O episódio nº 8 do Jogo Duro Podcast, em parceria com o OTD, foi o “Brasil entre as potências do esporte paralímpico”, com Verônica Hipólito e cia. Ouça!

Verônica Hipólito é referência no atletismo paralímpico (Hector Vivas/Lima 2019)

A velocista Verônica Hipólito foi uma das entrevistadas do episódio número 8 do Jogo Duro Podcast, cujo tema, em parceria com o Olimpíada Todo Dia, foi o “Brasil entre as potências do esporte paralímpico”. A atleta do atletismo paralímpico, de 24 anos de idade, da categoria T-37, não poupou elogios à estrutura atual do esporte paralímpico do CPB (Comitê Paralímpico do Brasil), mas deixou claro que, se o país realmente quiser figurar no top 3 do quadro de medalhas, ainda há muito trabalho a ser feito. Ouça!

“A gente sabe que o Brasil é o país do futebol, é o futebol que tá nos jornais… Alguns outros esportes como futebol feminino, natação, ginástica, vôlei, tão subindo cada vez mais, mas todos olímpicos. No paralímpico, a estrutura é incrível se comparada com o resto do Brasil e até com o mundo. Nós temos um dos quatro maiores e melhores centro de treinamento do mundo. Mas, o problema é que é apenas um centro de treinamento, uma pista, um centro de recuperação, que é nesse mesmo lugar. Então eu acredito que poderia melhorar. A gente precisaria de mais verba, mais holofote, mais lugar na mídia, isso que a gente precisa”, apontou.

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Verônica se refere ao Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro (CPB), em São Paulo (SP). Construído em 2013, o complexo teve papel importante na preparação da equipe brasileira já para os Jogos Paralímpicos de 2016, no Rio de Janeiro (RJ), onde o país alcançou a inédita marca de 72 medalhas conquistadas, quase 30 a mais que em 2012, em Londres, na Inglaterra.

“A organização e a estrutura que o movimento paralímpico tem hoje, para a verba que nós temos, é fantástica. Todo mundo que vai no Centro de treinamento paralímpico fica admirado, se apaixona. Só que esse é o problema. Acho que nós precisaríamos de mais verba e com mais verba a gente desenvolveria mais a nível brasileiro e o Brasil, que já é uma potência mundial paralímpica, provavelmente ficaria entre os 3 primeiros de paralimpíadas e outras competições, só que precisa de mais dinheiro e espaço na mídia pra isso”, completou Verônica Hipólito.

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O Centro Paralímpico do Brasil, o CPB (Ale Cabral/CPB) - ilustração podcast - atletismo paralímpico - matéria com Verônica Hipólito
O Centro Paralímpico do Brasil (Ale Cabral/CPB)

Prata (100 m) e bronze (400 m) no atletismo paralímpico em 2016, a velocista também ressaltou o potencial do esporte brasileiro, em detrimento do tamanho do país e da quantidade de material humano disponível. Para ela, o patrocínio esportivo já deveria ser algo natural.

“O patrocínio no Brasil, no esporte em geral, deveria ser algo mais normal. Você patrocinar não significa que tem que dar 1 milhão de dólares para o atleta. Patrocinar é apoiar alguém na base, que tá começando, apoiar com suplementação, transporte, auxiliar com 100 ou 200 reais, é apoiar de alguma forma. Quanto material humano não tem aqui? O Brasil não poderia ser maior e melhor, deveria ser gigante em Olimpíadas e Paralimpíadas. E porque não é? Tem a questão da mídia, mas acredito que se todo mundo começar a apoiar de alguma forma, ajuda muito. E não é apoiar por dó, é acreditar no atleta, no esporte”, finalizou.

O episódio nº 8 do Jogo Duro Podcast contou com a presença de Giovana Pinheiro, do OTD, além de outros entrevistados especiais. Foram eles: o também velocista Petrúcio Ferreira (T-47) e o diretor do CPB (Comitê Paralímpico Brasileiro) Alberto Martins. Ouça o podcast!

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