O sábado (13) foi um dia repleto de finais na 10ª edição do Campeonato Brasileiro de Parabadminton, que ocorreu no Ginásio Poliesportivo Centro Olímpico de Treinamento da Aeronáutica (COTA), no Rio de Janeiro. Em um dos duelos mais emocionantes e imprevisíveis, Mikaela da Costa Almeida derrotou Bruna Danielle Moreira Vasconcellos em 2 games a 1, com parciais de 21/17, 20/22 e 21/18. Foi o encontro das duas líderes de seus grupos na fase de classificação da SU5 (atletas em pé com deficiência nos membros superiores).
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O interessante foi que Mikaela revelou que venceu sem estar no melhor de sua forma. “Estou muito feliz, são adversárias muito boas, foi uma honra estar na competição. Por mais que eu não esteja 100%, continuo dando bons resultados. Ano que vem vou voltar melhor e meus resultados vão ser ainda melhores. A final foi muito boa, muito psicológico para manter a peteca em quadra. A vontade de finalizar o jogo, às vezes, acaba com um rally que poderia ser melhor, mas foi muito bom mesmo assim”, avaliou Mikaela. A atleta dedicou a vitória às orações da mãe Ana Rúbia, ao futuro marido Henrique, a todos que treinam com ela no Sesi e os amigos de Manaus. E não escondeu a felicidade de poder festejar se aliviando do forte calor: “Para comemorar vou beber água, estou com muita sede!”
Homenagem ao amigo
Muitas vezes é difícil mensurar o que uma vitória pode representar ou o quanto tem de significado por trás de uma conquista. No entanto, o brasiliense Marcelo Alves Conceição mostrou o quanto o título na WH1 (cadeirantes com deficiências graves) foi especial. Há dois dias veio a notícia da morte de seu amigo e também atleta de parabadminton, Carlos Alberto Hessel Rodrigues. “Essa vitória dedico ao nosso amigo Carlão que faleceu, eu era amigo pessoal dele, para nós é uma perda imensa, fazia parte do parabadminton. Então, essa vitória é para ele, a esposa e para seus familiares”, homenageou Marcelo.
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Sem se deixar abalar com a perda do amigo, Marcelo teve que virar um jogo de grande dificuldade contra Arthur Terencio Dias. Assim, fez 2 games a 1, com parciais de 8/21, 24/22 e 21/19. “Foi mais um confronto contra o Arthur, ele vem evoluindo bem, a juventude está chegando. Então, temos que nos preparar cada vez mais, mas nessa me sagrei campeão. Perdi o primeiro game, estava ainda tentando encontrar as batidas. Depois, encontrei mais facilidade e, no terceiro, foi bem acirrado, o jogo foi bem equilibrado e emocionante”, explicou Marcelo.
Comemoração na praia
Brunna Batista Neves conquistou o título Sub-23 da classe SL3 (andantes com deficiência nos membros inferiores) ao derrotar pela segunda vez Isadora Trevisani de Oliveira na competição. As duas atletas estavam no mesmo grupo e Brunna levou a melhor. Em seguida, as duas venceram suas semifinais e se reencontraram para um novo triunfo da mato-grossense. Similarmente ao que ocorreu do duelo anterior, Brunna venceu em dois games diretos, com parciais de 21/12 e 21/18.
Sendo de Várzea Grande e treinando em Presidente Prudente, não é toda hora que Brunna pode ir à praia. Assim, com o Campeonato no Rio de Janeiro, a comemoração não tem outro lugar. “Estar aqui mais uma vez é uma sensação maravilhosa, uma experiência incrível. Sair daqui com a medalha de ouro é mais incrível ainda. Depois da premiação, pretendo ir para a praia, comemorar lá com meus amigos antes de voltar para casa”. Brunna e Mikaela são companheiras de Sesi e podem aproveitar a praia juntas.
Revanche superando nervosismo
Em uma das primeiras finais do dia, Murilo Antônio dos Santos Silva teve uma dupla superação para ficar com o título inédito da SL3. A primeira delas foi superar o nervosismo de estar em uma final nacional. “Fico feliz, muito tempo de treino para isso acontecer. Estava muito nervoso, para falar a verdade, antes de começar a partida. Melhorou depois que foram entrando os golpes”.
E a segunda foi superar um adversário do qual Murilo sofreu sua única derrota na fase de grupos, Serafim Eudes de Oliveira Marcelo. Para fazer 2 games a 0, com parciais de 21/11 e 21/13, Murilo adotou uma estratégia diferente do encontro anterior. “Fui bem ofensivo, nesse campeonato já tinha perdido sem fazer um jogo bom. Agora entrei muito ofensivo, atacando todas as jogadas, marcando bastante, até que veio a vitória. Muito feliz e gratificante”, finalizou o vencedor.
* Com informações da Confederação Brasileira de Badminton (CBBd)