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Campeões mundiais brilham na abertura do Brasileiro de Atletismo Paralímpico



Competição nacional inicia com vitórias de atletas que foram campeões no Mundial de Nova Déli e encerram a temporada do atletismo



Campeões mundiais brilham na abertura do Brasileiro de Atletismo Paralímpico
Petrucio sorri após competir no Brasileiro de Atletismo Paralímpico (Foto: Alessandra Cabral/CPB)

O Campeonato Brasileiro de Atletismo Paralímpico abriu a programação nesta segunda-feira (1º), em São Paulo, com vitórias de atletas que também subiram ao topo do pódio no Mundial de Nova Déli, disputado entre 27 de setembro e 5 de outubro.

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A competição organizada pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) reúne mais de 800 inscritos e se estende até quarta-feira (3), com provas de pista e campo e transmissões do período da manhã no canal do CPB no YouTube. A edição encerra a temporada 2025 do atletismo paralímpico, ano em que o Brasil liderou pela primeira vez o quadro de medalhas do Mundial, somando 15 ouros, 20 pratas e nove bronzes.

Shows de Petrúcio e Yeltsin

Entre os destaques da abertura esteve Petrúcio Ferreira (T47), que venceu os 100m com 10s61, marca inferior à registrada na final mundial (10s66). O vento de 2,2 m/s acima do limite regulamentar impediu a homologação internacional do tempo, mas não afetou a confirmação do ouro nacional. “Foi um resultado muito bom. Adiei minhas férias após o Mundial para chegar bem neste último campeonato do ano”, afirmou o atleta do Esporte Clube Pinheiros.

Outro campeão mundial a vencer na capital paulista foi Yeltsin Jacques (T11). Representante da ADAC, ele completou os 1.500m em 4min19s42, em sua primeira prova após a campanha na Índia, onde registrou 4min02s02. “Considero que foi meu primeiro tiro da temporada de 2026. Ainda não estou em toda a minha velocidade”, disse o atleta, que também correrá os 5.000m na quarta-feira.

Antônia Keyla e Vinicius Augusto brilham

A piauiense Antônia Keyla (T20), campeã e recordista mundial em Nova Déli, também venceu no Brasileiro, marcando 4min31s24 nos 1.500m. “Esta foi a melhor temporada da minha carreira. Vou seguir competindo com e sem deficiência para buscar uma medalha em Los Angeles 2028”, afirmou.

A competição ainda marcou boas performances de atletas em busca de evolução técnica. O paranaense Vinicius Augusto Cabral (T71) fez 21s11 nos 100m, abaixo do próprio recorde mundial (21s50), mas a marca não será válida internacionalmente devido ao vento de 2,6 m/s. Já Henrique Caetano (T35) completou a prova em 11s60, melhorando o tempo obtido no Mundial. “Muito bom terminar o ano assim. Vi que dá para chegar mais longe”, avaliou o atleta do Time Nauru.

A abertura também teve quebra de recorde das Américas: Jonathas Nascimento (F33), do IPAD/PB, registrou 19,79m no lançamento de disco, superando a marca de 17,17m estabelecida em 2017 pelo colombiano Jefrey Andres Oliveiros Pardos.

Jornalista recifense formado na Faculdade Boa Viagem apaixonado por futebol e grandes histórias. Trabalhando no movimento olímpico e paralímpico desde 2022.

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