O Desafio Brasil de atletismo a ser realizado nesta sexta-feira (18) marca o fim do período válido para a obtenção de índice parte dos critérios de convocação para o Mundial paralímpico. A competição está marcada para o Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, com início previsto para as 7h30.
Organizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) em parceria com a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), o Desafio Brasil reunirá 316 atletas para provas de pista e campo. Nesta etapa, são esperados 125 atletas paralímpicos e 191 olímpicos.
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Tensão a mais
O paulista Thomaz Ruan, classe T47, correrá os 100m e os 400m em busca de uma marca que o coloque mais próximo da vaga no Mundial. “Eu venho me preparando bastante para essa competição. Pelo fato de ser a última para buscar o índice, traz uma tensão a mais, um nervosismo a mais. Mas com tudo isso também vem uma adrenalina que ajuda muito na hora de competir”, comenta.
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Neste ano, o velocista do Instituto Athlon correu os 100m em 10s78, ficando a oito centésimos mais lento do exigido no índice A (10s70). Já na prova dos 400m, em que nos Jogos Paralímpicos de Paris conquistou o bronze, sua melhor marca do ano foi 48s80 e o índice da prova é 47s20. “Acredito muito que esses índices vão vir; eu tenho fé em Deus. Confio no meu treinamento também, no meu treinador Fábio Dias, que a gente vem fazendo um bom trabalho nesses últimos meses.”
Rumo a Nova Déli
Na última etapa do Desafio Brasil de atletismo, realizada no domingo (13), dois atletas bateram o índice A. O maranhense Bartolomeu Chaves correu a prova dos 400m masculino, da classe T37, em 50s16 e venceu o índice da prova que era de 50s39. Já a potiguar Clara Daniele correu os 100m da classe T12 (deficiência visual) em 11s81 na final da disputa e bateu o índice de 12s05.
Mesmo com a obtenção do índice, os atletas precisam aguardar a convocação do CPB, prevista para o próximo mês. A delegação terá 50 atletas. O Mundial de atletismo paralímpico será Nova Déli, na Índia, de 27 de setembro a 5 de outubro.