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Desafio Brasil de atletismo define últimas vagas do Mundial paralímpico



Etapa no CT Paralímpico reúne 125 atletas e é a última chance para alcançar o índice A rumo a Nova Déli 2025



Desafio Brasil de atletismo
Atleta Bartolomeu Chaves durante terceira etapa do Desafio Brasil (Foto: Alessandra Cabral/CPB)

O Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, recebe nesta sexta-feira (18) mais uma etapa do Desafio Brasil de atletismo. O evento é promovido pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) em parceria com a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt). A competição é decisiva porque representa a última oportunidade para os atletas alcançarem o índice A, um dos principais critérios para garantir vaga na delegação brasileira que disputará o Mundial de atletismo paralímpico em Nova Déli, na Índia, entre os dias 27 de setembro e 5 de outubro.

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Estão inscritos nesta etapa 125 atletas paralímpicos, além de aproximadamente 200 atletas olímpicos. A convocação oficial para o Mundial está prevista para o próximo mês. Os índices alcançados nesta sexta poderão ser determinantes na definição dos 50 nomes que integrarão a equipe nacional.

Na edição anterior do Desafio, realizada no último domingo (13), dois atletas conseguiram atingir o índice A. A potiguar Clara Daniele, da classe T12 (deficiência visual), correu os 100m em 11s81, superando com folga a marca mínima exigida de 12s05. Caso seja convocada, Clara vai estrear em Campeonatos Mundiais representando o clube APARN.

No masculino, o destaque foi o maranhense Bartolomeu Chaves, da classe T37 (paralisia cerebral), que completou os 400m em 50s16. “Eu tinha parado um pouco de treinar por causa de uma dor de virilha. Então, estava me poupando um pouco nas últimas provas. Mas, hoje saiu naturalmente”, relatou o velocista após a conquista da marca.

Apesar do desempenho expressivo, os atletas que alcançarem os índices ainda precisam aguardar a confirmação oficial por parte do CPB para assegurarem participação no Mundial.

*Com informações do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB)

Jornalista recifense formado na Faculdade Boa Viagem apaixonado por futebol e grandes histórias. Trabalhando no movimento olímpico e paralímpico desde 2022.

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