O segundo dia do Circuito Paralímpico de Natação Fase Seletiva, realizado nesta sexta-feira (23) no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, registrou grandes resultados. Alessandra Oliveira e mais seis nadadores conquistarm índices para o Mundial de Singapura e dois recordes das Américas quebrados durante as eliminatórias. Com isso, 16 nadadores já atingiram as marcas exigidas pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) como um dos critérios para integrar a Seleção Brasileira que disputará a competição na Ásia, entre os dias 21 e 27 de setembro.
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A paulista Alessandra Oliveira alcançou o índice em sua primeira seletiva para um Mundial ao completar os 100m peito da classe SB4 (comprometimento físico-motor) em 1min55s55, abaixo da marca exigida de 1min57s99. Além disso, ela quebrou o recorde das Américas, que já lhe pertencia, superando o tempo anterior de 1min58s06 registrado em julho de 2024, durante a Segunda Fase Nacional de
A atleta celebrou a conquista destacando o esforço necessário para lidar com o nervosismo em provas importantes, especialmente após não ter se classificado para os Jogos Paralímpicos de Paris 2024. “Esse índice representa muito esforço. No ano passado, eu poderia ter estado em Paris, mas estava muito pressionada, muito nervosa, e os resultados não vieram. Tive muito apoio de psicólogos, da minha família e consegui ajustar minha parte técnica e minha mente para melhorar minha ansiedade. Chegar a este resultado agora é muito gratificante. Este ainda não foi meu melhor tempo da vida, considerando o que faço nos treinos, mas só de ter feito o índice já me sinto muito realizada”, afirmou Alessandra Oliveira .
Mais índices
Outro nome de destaque no dia acabou sendo o da pernambucana Carol Santiago, maior campeã paralímpica brasileira e atleta do GNU. Representando a classe S12 (baixa visão), ela alcançou o índice nos 50m livre com o tempo de 26s82.
“Esta competição é muito importante para avaliar o que estamos treinando até aqui, e vim preparada para buscar um grande resultado. Conseguir o índice é uma etapa muito importante, e tive um resultado excelente, próximo do meu melhor. Estou treinando bastante para vencer a barreira do recorde mundial e vou continuar trabalhando muito duro para que isso aconteça”, declarou Carol, que detém o melhor tempo do mundo na prova: 26s61, conquistado em junho de 2024, em Berlim, durante uma etapa do World Series.
Irmãs Carneiro
As gêmeas Beatriz e Débora Carneiro garantiram o índice na mesma prova: os 100m peito da classe SB14 (deficiência intelectual). Nesta etapa seletiva, Bia completou a distância em 1min17s37, superando a marca mínima exigida de 1min17s77.
“Confesso que no início me senti bastante ansiosa, o nervosismo apareceu ainda no balizamento. Mas, na hora da prova, me concentrei e pensei: ‘Você consegue, treinou muito para isso’. Agora, estou muito feliz por ter alcançado esse índice. É momento de comemorar e seguir firme na preparação para o Mundial. Estou muito feliz”, celebrou Beatriz.
Débora também se destacou e registrou 1min17s27, tempo que garante sua vaga. “O que eu quero agora é conquistar o bicampeonato. Ninguém vai tirar essa medalha de mim. Estou mega feliz por ter conseguido o índice. Ontem senti um nervosismo forte, e hoje de novo, mas o treinador me disse: ‘Se controla, respira, vai dar certo, você já tem esse tempo’. E deu certo”, contou Débora, emocionada.