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Uma final 100% brasileira: 30 anos do primeiro pódio olímpico feminino do Brasil



Aída dos Santos havia chegado em 4º no salto em altura em Tóquio 1964 como única mulher da delegação. Foram 32 anos entre aquele resultado e o pódio que finalmente veio em Atlanta.



Adriana/Mônica com a prata, Jackie e Sandra com o ouro. Foto: Arquivo CBV

Quando os Jogos Olímpicos de Atlanta abriram em julho de 1996, Muhammad Ali acendeu a pira e o Brasil chegou com 225 atletas, 66 delas mulheres.

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Antes de Atlanta 96, o melhor resultado feminino do país nos Jogos havia sido a quarta colocação de Aída dos Santos no salto em altura, em Tóquio 1964, quando ela era a única representante feminina de toda a delegação brasileira.

Foram 32 anos entre aquele resultado e o pódio que finalmente veio em Atlanta, num mesmo dia e em cores diferentes.

Foto: Divulgação/Olympics

A final que só tinha brasileiras

O vôlei de praia estreava nos Jogos Olímpicos e entregou um feito sem precedentes: a final feminina foi disputada inteiramente entre brasileiras. Jackie Silva e Sandra Pires venceram Mônica Rodrigues e Adriana Samuel e garantiram ouro e prata para o Brasil numa decisão que ainda não tem paralelo na história olímpica. Jackie admitiu, anos depois, que a dimensão daquilo só foi ficando clara com o tempo.

“Só quando você vai jogar uma final olímpica é que você tem a dimensão de ser finalista olímpica. Isso, por si só, já é um feito muito grande”, disse a campeã.

O bronze que veio depois da briga

Poucos dias depois, o vôlei de quadra acrescentou uma terceira medalha. A seleção feminina, com Ana Moser, Leila Barros, Fernanda Venturini e Virna, chegou à semifinal e encontrou Cuba num jogo que virou capítulo de história: a partida terminou em confusão, com jogadoras das duas equipes envolvidas em uma briga que tomou a quadra.

Eliminadas do caminho ao ouro, as brasileiras voltaram para vencer a Rússia e garantir o bronze.

“Em 96 a gente quebrou isso, consolidamos aquilo que talvez o mundo já tivesse uma certa ideia: o voleibol do Brasil era muito técnico, muito versátil, e o que faltava era aquela medalha e a confiança”, avaliou Leila Barros ao relembrar a conquista.

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O caminho que aquelas atletas abriram em 1996 levou a Rafaela Silva no Rio 2016, a Rebeca Andrade em Paris 2024 e a uma presença feminina cada vez maior e mais diversa no esporte olímpico brasileiro. Nenhum dos nomes de hoje chegaria sem aquela final 100% brasileira numa praia de Atlanta.

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