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Natação

Mãe de Thiago Pereira revela saudade de ver filho competindo

Mãe e incentivadora de Thiago Pereira à beira das piscinas, Rose Vilela lembra trajetória vitoriosa do MIster Pan

Thiago Pereira e Rose Vilela natação
Thiago Pereira sempre ouviu o tradicional "Vai Thiago" durante as competições (Instagram/vilelarose)

As provas de natação exigem extrema concentração. Não à toa, nos momentos que as antecedem é possível observar os nadadores focados, com expressões sérias. Quando sobem no bloco de largada, a arena inteira fica em silêncio para que o sinal sonoro que inicia a disputa possa ser claramente ouvido. Porém, a quietude acaba quando os competidores caem na água, principalmente se um deles for o brasileiro Thiago Pereira, acompanhado de sua mãe, Rose Vilela.

Prata nos 400 m medley dos Jogos Olímpicos de Londres, deixando fora do pódio ninguém menos do que Michael Phelps, e maior medalhista brasileiro da história em Jogos Pan-Americanos, o Mister Pan, Thiago Pereira sempre nadou ouvindo um mesmo grito da torcida: “vai, Thiago!” Foi através dele que a mãe do nadador incentivou o filho durante os 19 anos de sua carreira e se tornou uma das vozes mais famosas no mundo das piscinas.

Em entrevista ao Olimpíada Todo Dia, Rose conta que as primeiras braçadas de Thiago aconteceram quando o filho ainda não tinha completado dois anos de idade. Segundo a mãe, a opção pela natação foi motivada por uma quase tragédia ocorrida enquanto ele ainda era criança.

“A natação surgiu após um enorme susto. Com apenas um ano de idade ele quase morreu afogado. Ele nunca gostou de usar boinha, e olha que eu cheguei a comprar várias quando ele era criança. Aí, num churrasco de família, eu pedi para que olhassem ele enquanto eu tomava um banho. Quando eu sai do banheiro eu vejo o meu sobrinho de seis anos pulando na piscina para tirar o Thiago de lá. No dia seguinte eu já o coloquei na natação para nunca mais passar por uma situação como essa”, relembra a mãe.

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Largada rápida

Se inicialmente a natação era apenas uma atividade extracurricular, não demorou muito para que Thiago chamasse a atenção pelo o que fazia dentro da água, mesmo com a pouquíssima idade.

“Não dava para saber que ele seria um grande atleta pela pouca idade naquele momento. Mas por outro lado, desde cedo deu pra perceber que ele se dava muito bem dentro da água. Com dois anos ele já conseguia atravessar a piscina inteira no nado cachorrinho. Ele nunca teve ojeriza pela água também. Sempre nadou com os olhos abertos, por exemplo”, destaca Rose.

Thiago Pereira e Rose Vilela natação
Rose sempre foi uma das principais incentivadoras do filho (Foto: Instagram/vilelarose)

O rápido destaque na água rendeu um início de carreira bastante precoce. Com apenas 12 anos, Thiago Pereira se transformou num atleta federado na natação. Após 19 anos de carreira, uma prata olímpica, 23 medalhas em pan-americanos, sendo que 15 delas foram no lugar mais alto do pódio, e sete medalhas em mundiais, o nadador decidiu pendurar a sunga em 2017.

“Volta, Thiago!”

Após acompanhar o filho na grande maioria das provas, Rose Vilela hoje relembra da trajetória com enorme orgulho. No entanto, ela mesmo deixa escapar que às vezes sente falta de vê-lo competindo, e que já se imaginou mudando o seu tradicional grito de guerra para tentar fazê-lo voltar às piscinas.

“Eu morro de saudade dele competindo. Essa semana mesmo eu fiz uma lembrança pelas redes sociais do Mundial de Indianápolis em 2004 e me bateu uma enorme saudade. Mas é o tempo dele. Da mesma forma que entrou na natação por um desejo dele, sentiu que era a hora de parar. Até tive vontade de puxar um ‘volta, Thiago”, mas sei que isso não é possível mais. É uma decisão que precisava ser tomada exclusivamente por ele e sei que hoje ele está em outra sintonia”, revelou.

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Se não é possível fazer o tempo voltar naquelas competições, Rose relembra de cada momento de forma especial. Porém, como não poderia ser diferente, há um espaço reservado na memória para a medalha prateada conquistada nos 400m medley nos Jogos Olímpicos da capital inglesa em 2012.

“Londres foi maravilhoso. Só tenho grandes lembranças. Foi um trabalho de muitos para aquela conquista. Não foi nada simples. Foram três ciclos olímpicos para que ele atingisse o seu grande objetivo que era a medalha olímpica. Aquele 27 de julho foi um dia que ficou na história. Ele ter ganho uma medalha numa prova tão dura, em que o Phelps ficou de fora do pódio. Fica o enorme orgulho daquele momento e da carreira como um todo”, completou Rose Vilela.

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