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Milão Cortina-2026

 

De quinto ao topo, Japão arranca ouro improvável na patinação em pares



Riku Miura e Ryuichi Kihara fizeram a etapa da Patinação Livre de forma impecável e superaram os favoritos Minerva Hase e Nikita Volodin, da Alemanha. Os japoneses saltaram do quinto lugar ao topo na Patinação em Pares em Milão-Cortina



Os japoneses Riku Miura e Ryuichi Kihara protagonizaram uma virada espetacular para conquistarem a medalha de ouro (Foto: Instagram @skatingjapan)
Os japoneses Riku Miura e Ryuichi Kihara protagonizaram uma virada espetacular para conquistarem a medalha de ouro (Foto: Instagram @skatingjapan)

A final da Patinação Artística em Pares dos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026 entrou para a história nesta segunda-feira (16). Com apresentação praticamente perfeita na Patinação Livre, Riku Miura e Ryuichi Kihara protagonizaram uma virada espetacular. Os dois japoneses saíram do quinto lugar no Programa Curto para conquistar o ouro, superando os principais favoritos ao título. A dupla do Japão somou 231,24 pontos, impulsionada pela melhor nota na segunda aparição com 158,13. Eles garantiram a primeira posição em uma disputa marcada por alto nível técnico e emoção até os últimos segundos.

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A medalha de prata ficou com os georgianos Anastasiia Metelkina e Luka Berulava, que totalizaram 221,75 pontos, mantendo a regularidade entre os dois programas. Os dois terminaram em segundo lugar nas duas passagens, com 75,46 no Programa Curto e 146,29 na Patinação Livre. Já o bronze terminou no peito dos alemães Minerva Hase e Nikita Volodin, líderes após o Programa Curto, quando anotaram 80,01. Porém, os dois atletas da Alemanha não foram tão bem na etapa decisiva e acabaram superados, terminando com 219,09.

Recuperação impressionante

No domingo (15), Riku Miura e Ryuichi Kihara tinham ficado apenas na quinta colocação no Programa Curto, com 73,11 pontos. Esse resultado os colocava fora do pódio provisório da competição. A liderança naquela fase era da dupla alemã Minerva Hase e Nikita Volodin, seguida pelos georgianos Anastasiia Metelkina e Luka Berulava. A parceria canadense Lia Pereira e Trennt Michaud, terceira colocada na fase inicial, não foi capaz de sustentar a posição e ficou fora do pódio após o Patinação Livre.

Com apenas 16 duplas classificadas para a final, de um total de 19 participantes, os japoneses precisavam de uma atuação excepcional para sonhar com o ouro. E foi exatamente isso que aconteceu. Na Patinação Livre, Riku Miura e Ryuichi Kihara executaram com precisão os elementos de maior dificuldade, incluindo levantamentos limpos, lançamentos seguros e excelente sincronização, sem erros relevantes. A atuação recebeu a maior pontuação da final e virou completamente a classificação geral.

Ouro improvável e histórico

A conquista japonesa ganhou contornos ainda mais impressionantes pelo tamanho da escalada na classificação. Subir quatro posições em uma final olímpica de pares, modalidade conhecida pela estabilidade entre os programas, foi algo raro e evidencia o impacto da apresentação decisiva. Campeões mundiais em 2025 e 2023, Riku Miura e Ryuichi Kihara confirmaram sua capacidade de brilhar sob pressão máxima e escreveram mais um capítulo importante da história da patinação artística japonesa. Os dois reforçaram que estão entre os principais nomes da modalidade na história.

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