A italiana Federica Brignone voltou a brilhar neste domingo (15) ao conquistar o slalom gigante feminino dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milano-Cortina 2026, disputado em Cortina d’Ampezzo. Com tempo total de 2min13s50, ela confirmou a grande fase após já ter vencido o Super-G na semana e protagonizou uma das histórias mais marcantes da edição, agora com dois ouros olímpicos aos 35 anos.
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A vitória veio graças a uma segunda descida praticamente perfeita. Líder após a primeira corrida, Brignone manteve a agressividade, mas com linhas limpas e inteligentes, aproveitando um traçado considerado rápido e técnico.
Atrás dela, a disputa foi histórica. A sueca Sara Hector e a norueguesa Thea Louise Stjernesund cruzaram a linha com exatamente o mesmo tempo combinado, 2min14s12, pouco mais de seis décimos atrás da campeã, dividindo a medalha de prata. Foi um dos raros empates por medalha em provas técnicas do esqui alpino olímpico.
A Itália ainda quase colocou duas atletas no pódio. Lara Della Mea terminou em quarto lugar, apenas cinco centésimos atrás das vice-campeãs.
O triunfo consolida um retorno impressionante. Meses antes dos Jogos, Brignone havia sofrido fraturas na perna e ruptura ligamentar, correndo risco de nem competir. Recuperada, venceu primeiro o Super-G e agora confirma a redenção com o ouro em sua prova tradicional, justamente aquela em que já tinha prata e bronze olímpicos.
Porém. Entretanto. Assim. Então.