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Ao vivo- Hebert Conceição x Oleksandr Khyzhniak na final do boxe

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Boxe é criticado pelo COI e vê lugar ameaçado para Paris-2024

Carta enviada à Aiba (Associação Internacional de Boxe) cobra melhorias de governança e põe em dúvida presença nos próximos Jogos

O brasileiro Hebert Conceição, em ação na final olímpica em Tóquio contra Oleksandr Khyzhniak, da Ucrânia (Miriam Jeske/COB)

Boxe é criticado pelo COI e vê lugar ameaçado para Paris-2024

Segue complicada a vida do boxe para seguir como um dos esportes que integrarão o programa esportivo na Olimpíada de Paris-2024. Uma carta divulgada nesta quarta-feira (15) pelo COI (Comitê Olímpico Internacional) cobra várias melhorias da Aiba (Associação Internacional de Boxe), que segue suspensa do movimento olímpico. Na carta, o Conselho Executivo do COI apontou questões de governança e arbitragem ainda sem solução e sugere que a modalidade não tem assegurada sua participação na próxima edição dos Jogos.

Esta foi a mais grave ameaça à permanência do boxe nos Jogos Olímpicos desde 2018. Em fevereiro daquele ano, em meio a um furacão de denúncias e na iminência de ver a Aiba eleger como presidente uma pessoa acusada de envolvimento com o crime organizado (o uzbeque Gafur Rakhinov), o COI soltou o primeiro aviso de que poderia tomar uma atitude enérgica.

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De fato, pouco mais de um ano depois, foi definido o afastamento da Aiba da organização do torneio de boxe nos Jogos de Tóquio-2020, que ficou sob responsabilidade de uma força-tarefa criada pelo próprio COI.

Agora, a entidade voltou a alertar que antigos problemas não foram solucionados. “Considerando as muitas preocupações restantes não resolvidas, o Conselho Executivo do COI solicitou que o diretor geral e o diretor de ética e conformidade acompanhem a situação da Aiba, bem como as conclusões de vários especialistas independentes”, escreveu Christophe De Kepper, diretor geral do COI na carta, endereçada ao atual presidente da Aiba, Umar Kremlev.

Entre os pontos que causam preocupação, estão a falta de clareza para os planos de solução do endividamento da Aiba. Reclamações sobre arbitragem e sistema de julgamento nas lutas também foram apontados pelo COI.

No final, a carta mostrou o seu tom ameaçador. “Com base no exposto, o Conselho Executivo do COI reafirmou suas preocupações mais profundas e reiterou sua posição anterior com relação ao lugar do boxe no programa dos Jogos Olímpicos de Paris-2024 e edições futuras”.

O texto completo da carta do COI para a Aiba pode ser conferido aqui.

Se a ameaça será concretizada e o boxe retirado da Olimpíada definitivamente, não dá para ter certeza ainda. A estratégia pode ser a de pressionar a Aiba a resolver seus problemas. Mas é bom que seus dirigentes fiquem espertos para não terem uma surpresa desagradável.

O boxe faz parte do programa esportivo olímpico desde a edição de Saint Louis-1904. Desde então, só não foi disputado nos Jogos de Estocolmo-1912, porque as leis da Suécia proibiam sua prática na época.

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