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Judô

 

Clarisse Vallim representará o Brasil no judô em Dakar 2026



Campeã mundial cadete, carioca de 15 anos será a única judoca brasileira nos Jogos Olímpicos da Juventude, em novembro, no Senegal.



Clarice Vallim, representante do Brasil no Mundial Cadete de Judô, posa para foto

Aos 15 anos, Clarisse Vallim será a representante do judô brasileiro nos Jogos Olímpicos da Juventude Dakar 2026. Atual campeã mundial cadete, a carioca será a única atleta da modalidade a defender o país na competição, que será realizada no Senegal entre 30 de outubro e 13 de novembro.

O judô está previsto para os dias 1, 2 e 3 de novembro. A edição de Dakar será a primeira competição do Comitê Olímpico Internacional (COI) realizada em solo africano e terá cerca de 2.700 atletas distribuídos em 25 modalidades.

Clarisse terá vaga no meio-pesado

Para Dakar 2026, o programa do judô terá oito categorias de peso, quatro femininas e quatro masculinas. O Brasil manifestou interesse em participar de todas as divisões disponíveis, mas recebeu do COI uma vaga no -78kg feminino.

A categoria não é oficial para a faixa etária de Clarisse, que originalmente compete no -70kg. A brasileira, porém, já possui experiência no peso acima. Em abril deste ano, ela disputou os Jogos Sul-Americanos da Juventude Panamá 2026 no -78kg e conquistou a medalha de ouro.

A indicação para Dakar foi feita pela Confederação Brasileira de Judô (CBJ), seguindo os critérios de elegibilidade estabelecidos para a competição.

Campeã mundial aos 14 anos

A vaga nos Jogos Olímpicos da Juventude é mais um capítulo de uma trajetória que ganhou destaque internacional em 2025. Aos 14 anos, Clarisse conquistou o Campeonato Mundial Cadete, em Sofia, na Bulgária, na categoria -70kg.

Em sua primeira participação em um Mundial, a judoca venceu cinco adversárias até chegar ao título. O resultado fez parte da melhor campanha brasileira da história na competição, com dois ouros, uma prata e dois bronzes.

Clarisse também é a atual campeã Pan-Americana Júnior e vice-campeã Pan-Americana Cadete. Na temporada de 2026, conquistou o ouro na Copa Europeia Cadete de Antalya e ainda obteve uma prata e um bronze em etapas internacionais da categoria Júnior.

O desempenho garantiu uma nova convocação para o Mundial Cadete deste ano, que será disputado entre 20 e 23 de agosto, em Guayaquil, no Equador.

Brasil tem três medalhas individuais na história

O judô brasileiro já conquistou três medalhas individuais nos Jogos Olímpicos da Juventude. A primeira veio em Singapura 2010, quando Flávia Gomes foi prata na categoria -57kg.

Quatro anos depois, em Nanquim, Layana Colman conquistou o ouro no -52kg. Já em Buenos Aires 2018, última edição realizada dos Jogos, Eduarda Vaz ficou com o bronze no -78kg.

O país também soma duas medalhas no formato de equipes mistas internacionais, em que atletas de diferentes nacionalidades competem juntos. Layana Colman ganhou a prata em 2014, enquanto João Vitor Santos conquistou o bronze em 2018.

Do projeto social ao Flamengo

A história de Clarisse no judô começou quando ela tinha apenas quatro anos. Incentivada pelo pai e pelo avô, que também praticavam a modalidade, a carioca iniciou os treinamentos no projeto social Samurais do Morro, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

Atualmente, a judoca representa o Clube de Regatas do Flamengo e é orientada pelos senseis Rosicleia Campos, Renan Moutinho, Walter Matheus e Murilo Gouveia.

Na Seleção Brasileira, Clarisse tem como referência Maria Portela, que construiu uma trajetória de mais de 15 anos defendendo o país na categoria -70kg. Portela também estará ao lado da jovem judoca durante os Jogos Olímpicos da Juventude em Dakar.

Judô brasileiro busca novo pódio em Dakar

Com Clarisse Vallim, o Brasil terá a oportunidade de ampliar sua história no judô dos Jogos Olímpicos da Juventude. A competição no Senegal também terá um significado especial para o movimento olímpico, por marcar a estreia do COI em território africano.

A disputa do judô está marcada para os dias 1, 2 e 3 de novembro, durante os Jogos Olímpicos da Juventude Dakar 2026.

Mineira no Rio de Janeiro. Jornalista formada pela UFMG e mestranda na UERJ, pesquisando esportes radicais. Nas horas livres, se aventura no surfe, na natação e no handebol.

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