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Santa Fé 2026

 

Nathasha Rosa supera dores lombares e é bronze no levantamento de peso



Brasileira ficou a um quilo da prata em Santa Fé e destaca evolução após mudança de categoria rumo à corrida olímpica



Nathasha Rosa conquistou a medalha de bronze no levantamento de peso nos Jogos Sul-Americanos Santa Fé 2026
Nathasha Rosa conquistou a medalha de bronze no levantamento de peso nos Jogos Sul-Americanos Santa Fé 2026 (Fernando Gavini/OTD)

ROSÁRIO – Nathasha Rosa conquistou a medalha de bronze na categoria até 53 kg do levantamento de peso nos Jogos Sul-Americanos Santa Fé 2026, mas deixou a competição com a sensação de que poderia ter ido além. A brasileira terminou a disputa com 189 kg no total, um quilo atrás da colombiana Rohelys Galvis, que ficou com a prata, e revelou que competiu após sentir dores na região lombar nos dias anteriores à prova.

“Foi uma briga que eu acredito que foi contra mim mesma. Ontem no treino eu senti um pouquinho a lombar. Eu sou uma atleta que não está muito acostumada a lidar com dores, apesar de ter 30 anos. Nesses 15 anos eu nunca tive que lidar com isso diante da competição”, contou Nathasha. “De manhã também teve um contratempo que me tirou um pouco do cerne. Mas foram experiências que eu acredito que me acrescentaram para que, se uma próxima vez acontecer de novo, eu já saiba lidar com esse nervosismo e com as adversidades”, completou.


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Nathasha fica próxima do pódio em disputa equilibrada

A disputa dos 53 kg feminino teve equilíbrio entre Brasil, Colômbia e Venezuela. A venezuelana Katherin Echandia conquistou o ouro com 198 kg no total, enquanto Rohelys Galvis levou a prata com 190 kg. Nathasha Rosa terminou com 189 kg, apenas um quilo atrás da segunda colocada.

A brasileira encerrou o arranco na terceira posição, com 83 kg, atrás de Echandia, que levantou 87 kg, e Galvis, com 84 kg. No arremesso, Nathasha conseguiu 106 kg e fechou sua participação no pódio.

Mudança para os 53 kg trouxe novo momento na carreira

Santa Fé foi mais uma etapa da adaptação de Nathasha Rosa à categoria até 53 kg. A brasileira construiu grande parte da carreira nos 49 kg, divisão em que disputou os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, mas a categoria deixou de ser olímpica no ciclo para Los Angeles-2028 e ela passou a competir na 53 kg.

Para Nathasha, a alteração representou uma oportunidade de competir sem as restrições físicas que enfrentava anteriormente. “Eu estive orando por essa mudança. Eu pedi muito a Deus por essa mudança, porque eu passei toda a minha trajetória até Tóquio na 49. Era uma categoria muito dura para mim. Eu comia 900 calorias por dia, não podia comer meu chocolate, meu hambúrguer, curtir minha família no final de semana.”

A brasileira explicou que a mudança foi encarada como algo positivo e que os resultados já começaram a aparecer. “Quando a mudança aconteceu, eu não fiquei triste. Eu pensei que fosse algo bom que ia me acrescentar e me ajudar nessa jornada.”

Resultados recentes mostram evolução antes da corrida olímpica

Desde a mudança para os 53 kg, Nathasha passou a disputar posições entre as principais atletas da categoria no cenário internacional. No Campeonato Pan-Americano de 2025, em Cali, a brasileira conquistou três medalhas: prata no arremesso, com 111 kg, e bronze no arranco, com 87 kg, e no total, com 198 kg.

Já no Campeonato Pan-Americano de 2026, Nathasha voltou a subir ao pódio nos 53 kg e conquistou a medalha de prata no total, com 195 kg. A brasileira também destacou que já esteve entre as melhores do mundo na nova categoria. No último Mundial, terminou em quinto lugar no total, resultado que aumentou a expectativa para os próximos desafios.

“Eu tive bons resultados desde a mudança da categoria. Eu fiquei entre as cinco melhores do mundo. Hoje, infelizmente, não foi o meu melhor resultado, nem de longe. Mas aconteceu tudo como tinha que ser.”

Mundial será próximo desafio antes da corrida olímpica

Depois dos Jogos Sul-Americanos, Nathasha volta o foco para o Campeonato Mundial, que acontece mês que vem e abre a janeial de disputa pelas vagas para Los Angeles 2028. “Estou muito focada nesse Mundial. Principalmente porque vai ser num país bem diferente do nosso, que é a China. Fuso horário muito diferente, alimentação muito diferente.”

Mesmo sem projetar resultado específico, Nathasha afirma que quer continuar subindo posições entre as melhores do mundo. “No último Mundial eu fiquei em quinto no geral, quarto no arranco e quarto no arremesso. Quem sabe no próximo seja quarto, terceiro ou, se Deus quiser, até primeiro.”

Fundador e diretor de conteúdo do Olimpíada Todo Dia Jornalista esportivo desde 1997 com experiência em coberturas de Jogos Olímpicos, Copas do Mundo, Mundiais, Jogos Pan-Americanos e muito mais. Teve passagens por ESPN, Portal Terra, TV Gazeta, Gazeta Esportiva, Agora São Paulo e Agência Estado

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