Uma Olimpíada nacional. É assim que se pode resumir os Jogos da Juventude. Brasília será palco, entre os dias 10 e 25 de setembro, da maior edição de sua história, reunindo 4.700 atletas de até 17 anos de todas as unidades da federação. A dimensão do torneio, que envolve ainda 837 treinadores, 180 integrantes da organização e 200 voluntários, exige uma operação logística que se aproxima de eventos como Jogos Olímpicos.
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De acordo com Cassius Duran, coordenador de logística e infraestrutura do Comitê Olímpico do Brasil (COB), o objetivo é oferecer aos jovens um ambiente de competição que reproduza as características de torneios internacionais.
“A gente se baseia no planejamento do evento, em tentar fazer um evento que tenha características similares a esses grandes eventos internacionais. Temos complexidades na operação de transporte, temos complexidade para conseguir alcançar as instalações que atendam minimamente os requisitos ali para se aproximar dos eventos internacionais.”, disse.
O COB fala que para atender essa estrutura, foram programadas mais de 40 mil diárias de hospedagem. Além disso, serão 70 mil refeições, 2.500 diárias de veículos e transporte de 130 toneladas de equipamentos para 33 instalações esportivas distribuídas pela capital.
Emulando Vila Olímpica
O centro de convivência instalado no CICB substitui a ideia de uma Vila Olímpica, reunindo restaurante, espaço de integração entre delegações e atividades culturais. “Montamos uma estrutura central similar, a gente fala como se fosse a Vila Olímpica. A diferença é que a gente não tem a hospedagem no mesmo local, mas a gente propicia o centro de convivência, propicia um restaurante central onde eles possam estar trocando experiências.”



“Apesar de serem atletas adolescentes, a gente tenta fazer com que eles tenham essa experiência. […] Um dos grandes objetivos é dar o gostinho, fazer com que eles se apaixonem pelo esporte, que isso sirva de combustível para seguirem treinando e trazer resultados para o Brasil nesses eventos de grande porte.”, completou.
Inclusive, diversos atletas que hoje representam o Brasil em competições internacionais deram os primeiros passos nos Jogos da Juventude. Nomes como Hugo Calderano (tênis de mesa), Sarah Menezes (judô), Darlan Romani (atletismo), Rosamaria Montibeller (vôlei), Rodrygo Goes (futsal) e Bárbara Domingos (ginástica rítmica) já passaram pelo evento antes de alcançar o cenário olímpico.
Transmissões ao vivo
A tecnologia também se tornou elemento essencial para a operação. A transmissão ao vivo de todas as modalidades no canal do Time Brasil no YouTube e no TikTok exige infraestrutura robusta de internet e energia.
“A transmissão trouxe uma responsabilidade maior para que a gente cumpra com os horários, cumpra com a qualidade, para que fique bonito o evento. Então, exigiu-se um pouco mais da qualidade do evento. […] A gente tem agora um sistema de câmeras, de CFTV (Circuito Fechado de Televisão), em que conseguimos monitorar a maior parte das áreas que atuamos no evento.”
Conectando-se as novidades
Entre as 20 modalidades em disputa, a estreia do remo virtual exigiu ajustes adicionais. “Desde o equipamento que se usa aos sistemas de competição que ele tem, é tudo muito dependente da internet e de tecnologia. […] Essa foi a grande diferença do e-games, mas nos outros quesitos são muito similares. O COB tem um profissional que cuida especificamente da área de e-games, que nos deu suporte e facilitou esses caminhos.”