O Brasil encerrou sua participação no Mundial de handebol feminino 2025 na sexta colocação, com uma campanha sólida: cinco vitórias em sete jogos. As duas derrotas brasileiras aconteceram justamente contra as seleções que decidirão o título no domingo: Noruega, na fase principal, e Alemanha, nas quartas de final.
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As semifinais confirmaram a força das algozes da seleção brasileira. Jogando em casa, a Alemanha surpreendeu a atual campeã França, enquanto a Noruega não deu chances à Holanda, garantindo um duelo inédito entre as duas equipes na final do torneio.
Alemanha surpreende a França e volta a uma final após 32 anos
Coanfitriã do Mundial, a Alemanha fez história ao derrotar a França por 29 a 23 na semifinal disputada na Ahoy Arena, em Roterdã. A vitória colocou as alemãs em sua primeira final de Campeonato Mundial desde 1993.
Desde os minutos iniciais, a equipe alemã impôs um jogo sólido defensivamente e extremamente eficiente nos momentos decisivos. A França até tentou reagir após um início equilibrado, mas encontrou dificuldades para converter suas chances — problema que se agravou ao longo da partida.
A goleira Katharina Filter foi decisiva, com defesas importantes ao longo de todo o jogo, enquanto o ataque alemão manteve constância e controle emocional. Mesmo quando as francesas esboçaram uma reação, a Alemanha respondeu com maturidade, ampliando a vantagem na segunda etapa.
O triunfo marcou também a primeira vitória alemã sobre a França em 20 anos em competições oficiais e consolidou a campanha de um time que já havia eliminado o Brasil nas quartas de final, também em Roterdã.
Noruega confirma favoritismo e elimina a Holanda com autoridade
Na outra semifinal, a Noruega mostrou por que é considerada uma das maiores potências da história do handebol feminino. Diante da Holanda, em ginásio lotado, as atuais campeãs olímpicas venceram por 35 a 25 e garantiram presença em sua décima final de Mundial.
Após um início equilibrado, a equipe norueguesa passou a controlar o jogo com paciência ofensiva e solidez defensiva. Henny Reistad, eleita a melhor jogadora da partida, marcou dez gols e foi o principal nome do confronto, bem acompanhada pela experiência de Katrine Lunde no gol.
Mesmo quando a Holanda conseguiu reduzir a diferença no segundo tempo, a Noruega respondeu rapidamente, retomando o controle e ampliando a vantagem nos minutos finais. A vitória confirmou mais uma atuação dominante de um time que já havia superado o Brasil na fase principal do torneio.