De Assunção – O dia começa cedo na SND Arena, com as partidas do handebol dos Jogos Pan-Americanos Júnior Assunção-2025 tendo início às 9h da manhã. Calhou da seleção brasileira feminina cair dois dias seguidos logo no primeiro jogo do dia. Com o frio que faz na capital paraguaia, o ginásio estava com arquibancadas vazias, com poucos torcedores. Mas um grupo de quatro pessoas fazia muito barulho para as atletas brasileiras. Era a Família Gama, que veio ao Paraguai para apoiar Ryanne Gama, jovem de 20 anos que está disputando os Jogos Pan-Americanos Júnior.
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Ryanne Gama é natural de Altamira, no Pará. E começou no handebol por influência da mãe. Yannê Gama é pedagoga e jogava handebol. E foi ela quem introduziu a filha na modalidade. “Ela começou jogando comigo, com dez anos. Aí eu olhava aquela garota com força de vontade, com desejo de aprender mais. E no fundo da minha alma, eu via um potencial na Ryanne”, contou a matriarca em entrevista ao Olimpíada Todo Dia.

Do Pará ao Paraná
E a família acreditou no potencial de Ryanne no handebol. Quando ela tinha apenas 15 anos, a atleta recebeu uma proposta para jogar em Foz do Iguaçu. E assim, os Gama foram para o Paraná. “Ryanne jogou dois anos em Foz e agora está em Maringá. E eu deixei minhas coisas e vim atrás da minha filha para apoiar. E hoje eu sou muito grata a Deus por ver minha filha na seleção representando o nosso país, jogando tão bem. Parece um sonho”, explicou Yannê.
Com o apoio da família na arquibancada, Ryanne Gama fez uma boa partida na estreia da seleção brasileira de handebol feminino contra o México. A paraense iniciou o jogo no banco, mas entrou bem na partida quando foi acionada pelo técnico Cristiano Rocha. Ryanne terminou com três gols e feliz em ter a torcida especial em Assunção. “Eu nem sei falar. Para mim é incrível ter minha família aqui comigo. Pessoas que me apoiaram desde o início. E chegar aqui na seleção e ter eles na arquibancada é muito gratificante. Eu faço isso por eles e por mim”, disse a jovem atleta ao Olimpíada Todo Dia.