O Campeonato Mundial de ginástica artística é apenas em outubro. Mas Francisco Porath, técnico e coordenador da seleção feminina do Brasil, já está fazendo contas para definir o time ideal para levar à competição. E tudo gira em torno do principal nome da história da ginástica brasileira: Rebeca Andrade. Em entrevista exclusiva ao OTD, Chico explicou que o fato de Rebeca não fazer mais solo mudou a equipe como um todo, exigindo com que todas as outras atletas se esforcem para treinar os quatro aparelhos.
Após um ano sabático, Rebeca Andrade voltou a competir em 2026. Com sua aposentadoria no solo confirmada após o ouro nos Jogos Olímpicos Paris-2024, a ginasta no momento treina apenas os outros três aparelhos da ginástica artística. Assim, Francisco Porath vê a necessidade de todo o restante da equipe do Brasil competir no individual geral. “A Rebeca não fazer solo mexe com toda a estrutura da equipe do Brasil. E acho isso bem interessante e tem dado resultado. Para estar na equipe, as meninas precisam fazer mais aparelhos. E o individual geral é o melhor dos mundos para todas. Por isso que a gente instruiu os treinadores de todas as meninas para que elas façam o individual geral”, afirmou o treinador.
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Formando o grupo
Ao longo do ano, a comissão técnica do Brasil avaliou várias ginastas, seja em competições ou em treinos. Os últimos testes antes do Campeonato Mundial serão em setembro: os Jogos Sul-Americanos na Argentina e uma etapa de Copa do Mundo na Hungria. Depois disso, um grupo de oito atletas seguirá para a aclimatação para o Mundial, que acontece entre os dias 17 e 25 de outubro em Rotterdam, na Holanda. O time no Campeonato Mundial será composto por cinco ginastas mais uma reserva.
“Esse Campeonato Brasileiro foi o último do processo seletivo que a gente tem. Não é a única coisa que vai definir tudo. Mas é um processo que vem ao longo do ano. Tem menina que agora não está no seu melhor, mas já apresentou lá antes. A gente está com um grupo bom para fazer os Jogos Sul-Americanos, Copa do Mundo da Hungria e depois juntar oito meninas para a aclimatação”, explicou Porath.



