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Ginástica Artística

 

Julia Soares quer consolidar séries novas para brigar por medalha



Julia Soares consolida nova série de trave e quer aumentar dificuldade nas acrobacias no solo para brigar por medalhas nas grandes competições



Julia Soares no Pan-Americano de ginástica artística
(Foto: Melogym/CBG)

Nos Jogos Olímpicos Paris-2024, Julia Soares se classificou para sua primeira grande final individual da carreira, avançando para a disputa de medalhas na trave. Para este ciclo olímpico, a ginasta tem como metas aumentar suas notas de dificuldade tanto na trave, quanto no solo. A intenção de Julia e suas treinadoras é de que ela tenha mais facilidade para entrar nas grandes finais (de Mundial e Olimpíada) e possa brigar por medalhas.

Julia Soares compete nesta semana no Campeonato Pan-Americano de ginástica artística no Rio de Janeiro. A ginasta paranaense teve seu melhor desempenho na trave, onde tirou uma das melhores notas do dia e se classificou para a final do aparelho. “Eu fiquei muito feliz com a minha competição de hoje principalmente pela minha prova de trave. Eu consegui ser mais consistente e fiquei muito feliz com a nota que eu tive. Aconteceram alguns erros, mas são pequenos detalhes que eu posso consertar para as finais”, afirmou a atleta em entrevista ao Olimpíada Todo Dia.

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A série que Julia Soares apresentou é relativamente nova para a atleta, que ainda tenta consolidar a execução. Ela tirou o “Soares”, entrada que leva o seu nome no código de pontuação. Agora, ela usa uma cortada para iniciar a prova, com um valor de dificuldade maior e que trás possibilidade de conectar com outros elementos. Julia também inseriu uma cortada anel, elemento no qual a ginasta perde a vista da trave, sendo então uma manobra de alto grau de dificuldade. “Está sendo bem difícil e trabalhoso. Há muito tempo, desde a Olimpíada, eu estava querendo mudar a série, conversando com as minhas técnicas. Porque eu já tinha uma série constante, mostrei isso na Olimpíada. Mas eu queria um desafio a mais. Colocar uma nota maior para que nas próximas competições eu pudesse ser medalhista ou entrar nas finais mais fácil”, comentou a medalhista olímpica.

Duplo esticado a caminho

No solo, Julia Soares tem trabalhado para aumentar sua nota de dificuldade, incluindo acrobacias mais difíceis. Em abril, ela competiu em uma etapa de Copa do Mundo com um duplo twist carpado. Para o Campeonato Pan-Americano, a intenção da ginasta era de adicionar um duplo mortal esticado na sua apresentação. Mas um problema na canela impossibilitou que ela conseguisse colocar o elemento no Pan. “A gente tem esse pequeno detalhe que eu tenho há muito tempo. Eu tenho essa canelite há oito anos. Então é um desafio para mim diariamente”, explicou.

Julia Soares teve que se retirar do Troféu Brasil no mês passado após sentir um desconforto na canela no aquecimento do solo. Por conta disso, ela fez a mesma sequência de passadas que fazia no solo nos últimos anos. Como alguém que está treinando acrobacias mais difíceis, sobrou energia para Julia em algumas passadas, fazendo com que ela saísse duas vezes da área do solo e tivesse sua nota prejudicada por conta das chegadas. Mas a ginasta tem trabalhado junto com suas técnicas para fazer com que o duplo esticado venha nas próximas competições. “Eu queria muito colocar o duplo esticado nessa competição, mas a gente foi com calma. Demos um passo pra trás, mas daqui para frente eu com certeza quero colocar o duplo esticado na prova”, concluiu.

Jornalista formado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e viciado em esportes

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