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Ginástica Artística

 

Rebeca Andrade prolonga pausa na carreira e está fora do Mundial de 2025



Maior medalhista olímpica do Brasil, Rebeca Andrade prioriza recuperação física e mental e confirma a ausência no Mundial de Jacarta



Rebeca Andrade concentra as principais chances do Brasil na ginástica artística nos Jogos Olímpicos de Paris-2024
Marina Ziehe/COB

A maior medalhista olímpica do Brasil, Rebeca Andrade, não estará presente no Mundial de Jacarta de Ginástica Artística, que acontece em outubro. A atleta confirmou, em entrevista ao Globo Esporte, que estenderá o seu período sabático e não competirá em 2025. A decisão visa a recuperação física e mental da ginasta brasileira.

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Segundo o técnico Francisco Porath, o Chico, a pausa é estratégica para que Rebeca chegue em plena forma aos Jogos de Los Angeles 2028.

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“Optamos por um ano mais tranquilo. Ela seguirá ativa no ginásio, mantendo a preparação física, o fortalecimento articular e tratando dores crônicas. É um ‘destreinamento ativo’, conciliando compromissos externos e preservando o bom momento que vive. Em 2026, sim, teremos desafios importantes, quando começa a valer a classificação olímpica”, explicou.

A pausa após uma Olimpíada é comum entre grandes nomes da ginástica. Simone Biles, por exemplo, não competiu em 2017 (após o Rio 2016) nem em 2022 (depois de Tóquio), e novamente está fora das competições, mas sem descartar 2028. Desde que estreou entre as adultas, em 2015, esta é a primeira vez que Rebeca tira um ano de descanso. Sua última participação foi no Campeonato Brasileiro, em setembro de 2024. Desde então, participou de eventos como o Laureus, cumpriu compromissos comerciais e fez viagens pessoais.

“Estou descansando, e tem sido maravilhoso. Era algo que queria há muito tempo, mas priorizei outras coisas. Agora, consegui colocar em prática”, disse a ginasta.

Sem solo

Desde o ouro olímpico no solo, Rebeca Andrade se despediu do aparelho que a consagrou. Ela não pretende treiná-lo para o ciclo de Los Angeles 2028, o que a tira das disputas do individual geral. Apesar de sempre deixar uma brecha para mudanças de planos, considera a decisão praticamente definitiva.

“Hoje é 100% certo: não quero fazer solo. Conheço meu corpo, minhas dores e o nível de entrega necessário. Não quero competir de qualquer forma, só se for para fazer o meu melhor. O Xico até sofreu no começo, mas já aceitou”, contou, lembrando das cinco cirurgias nos joelhos que enfrentou na carreira.

Paulista em terras mineiras. Jornalista pela Universidade Federal de Minas Gerais. Apaixonado por esportes.

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