Rafaelle está de volta à seleção brasileira feminina. Quase dois anos depois de sua última convocação, a zagueira se reapresentou ao Brasil para os amistosos contra os Estados Unidos e falou sobre a alegria de retornar ao grupo comandado por Arthur Elias. Uma das jogadoras mais experientes da equipe, ela também destacou a parceria de longa data com Marta, companheira de seleção e atualmente também no Orlando Pride.
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O Brasil enfrenta os Estados Unidos em dois amistosos no país. O primeiro será no sábado, na Neo Química Arena, em São Paulo. Depois, as duas seleções voltam a se encontrar na terça-feira, na Arena Castelão, em Fortaleza. Para Rafaelle, o retorno acontece em um momento especial, diante de um adversário forte e com expectativa de grande apoio da torcida brasileira.
“Estou muito feliz de estar de volta à seleção brasileira. Acho que fazem quase dois anos que eu não estou com a seleção. Mas tenho sempre acompanhado os jogos, tenho assistido bastante e torcido muito pelas meninas e pelo trabalho do Arthur. Para mim, é um prazer enorme”, afirmou Rafaelle, em entrevista ao Olimpíada Todo Dia.
Retorno em novo momento da seleção
Rafaelle volta a uma seleção que, segundo ela, passou por mudanças importantes nos últimos anos. A zagueira destacou o modelo de jogo implantado por Arthur Elias e afirmou que o estilo exige adaptação, intensidade e confiança nas características individuais das jogadoras brasileiras.
“Eu sei que também é um estilo de jogar diferente. É um estilo de jogar que tem impressionado bastante grandes seleções do mundo. A gente tem conseguido vencer grandes seleções, mas é um estilo de jogo que depende muito também da qualidade individual de cada jogadora, porque a gente está ali na marcação e pressão o tempo todo”, disse.
Para a defensora, o Brasil tem condições de sustentar essa proposta justamente pela qualidade técnica do elenco. Rafaelle também ressaltou o peso da torcida nos dois amistosos contra as americanas.
“É confiar no talento brasileiro. Acho que a gente tem grandes jogadoras, jogadoras que podem desequilibrar também. A gente tem a torcida a nosso favor, principalmente em Fortaleza, onde o estádio está quase lotado. Então é um jogador a mais para desequilibrar contra elas”, completou.
Parceria com Marta
Além da própria volta, Rafaelle falou sobre outro retorno importante: o de Marta. As duas têm longa história com a seleção brasileira e também são companheiras no Orlando Pride, dos Estados Unidos. Para Rafaelle, a presença da camisa 10 impacta o grupo dentro e fora de campo.
“Eu jogo com a Marta no Orlando e sei o quanto é importante ter uma jogadora como ela. Ela traz muita energia, não só dentro de campo, como fora de campo. Ela está sempre brincando”, contou.
Rafaelle também destacou a postura da atacante no dia a dia e a forma como ela se conecta com todo o elenco.
“Eu até brinco com ela: não sei o que ela tem de diferente, porque ela está sempre animada, sempre positiva. Ela é uma pessoa muito de grupo, traz muito isso para o grupo, traz muita energia, independentemente das meninas mais novas ou das mais experientes. Ela está sempre com o grupo”, afirmou.
“Pode jogar cinco minutos e desequilibrar”
Mesmo aos 40 anos, Marta segue sendo vista por Rafaelle como uma jogadora capaz de mudar uma partida. A zagueira citou a capacidade decisiva da camisa 10 e lembrou que, mesmo com poucos minutos em campo, ela pode fazer diferença para o Brasil.
“Acho que ela tem um talento nato, que a gente não tem que contestar pelo que ela já conquistou. É uma jogadora que desequilibra, assim como desequilibrou na final da Copa América. Acho que ela tem esse potencial”, disse Rafaelle.
“Talvez ela possa jogar dez minutos, cinco minutos, e tem esse potencial de desequilibrar e ajudar a gente a vencer”, completou.
A seleção brasileira iniciou a preparação em São Paulo para os dois amistosos contra os Estados Unidos. Os jogos fazem parte da caminhada do Brasil no ciclo da Copa do Mundo Feminina de 2027, que será disputada em casa.