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Ancelotti: “Até a Copa, quero criar um suspense, senão não temos assunto”



Ao ser perguntado na coletiva após a goleada, Carlo Ancelotti levantou uma possibilidade de criar dúvidas na composição do meio-campo



Na imagem, Carlo Ancelotti à beira do gramado no jogo do Maracanã.
Carlo Ancelotti à beira do gramado no jogo do Maracanã. Foto: Rafael Ribeiro / CBF

Na coletiva pós-goleada do Brasil sobre o Panamá no Maracanã, o técnico Carlos Ancelotti foi questionado sobre a mudança tática no meio-campo no segundo tempo. Com o meio-campo sofrendo investidas do adversário, o técnico saiu do tão falado 4-2-4 e foi para o 4-3-3. O reforço de Danilo Santos e Paquetá no setor foi visto com bons olhos: “Encaixam, de um modo ou de outro, encaixam. […] Mas, até a Copa, quero criar um pouco de suspense, porque senão não temos tema para falar”, brincou o treinador.

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O jogo do Brasil contra o Panamá pode ter criado dúvidas na cabeça de Carlo Ancelotti. Sobretudo, no que diz respeito à fragilidade defensiva que a Seleção apresentou diante de um adversário fraco. No primeiro tempo, o time ficou exposto a contra ataques e cedeu muitos espaços com dois homens no setor. Porém, tirando um atacante e compondo com um volante mais fixo (Fabinho), um de mobilidade (Danilo Santos) e um articulador (Lucas Paquetá), a equipe se portou melhor.

Ancelotti avaliou essa possibilidade quando a pergunta foi se Danilo e Paquetá seriam apenas substitutos de Bruno Guimarães ou disputavam com um dos atacantes do quarteto. “Encaixam, de um modo ou de outro. Não podemos nos travar, porque, se coloco o Paquetá na esquerda, sei perfeitamente que não pode jogar de extremo. Porém, no aspecto defensivo, pode atuar para controlar o lateral quando estamos pressionados. Mas, até a Copa, quero criar um pouco de suspense, senão não temos tema para falar. É uma ajuda para vocês (jornalistas), porque acabou o tema Neymar. Então, é o que temos que fazer, é um bom tema para falar e algo que preciso estar atento”.

Dúvidas para o treinador

“Passa na minha cabeça a possibilidade de mudar a equipe e a estratégia. Eu acho que o jogo do segundo tempo me deixou com mais dúvidas, e é bom para mim”, argumentou Ancelotti. “A dúvida é escolher a melhor escalação para o primeiro jogo, a certeza é que temos uma equipe muito forte. O time ainda não está definido, faltam jogadores, Marquinhos, Magalhães, Martinelli, a lista não está completa. Sigo pensando que tenho uma boa lista, temos que avaliar o treino nesses dias. Tem jogadores em mais condição física, outros em menos. Com calma, vamos tomar a decisão correta. De uma coisa estou seguro, serão 11 em campo no primeiro jogo”, completou o treinador.

Evidentemente, Ancelotti pretende usar o tempo que lhe resta para tirar essas dúvidas que pairam às vésperas da estreia. Se o parâmetro do Panamá poderia balizar o comportamento da Seleção para o segundo jogo contra o Haiti, a necessidade de qualificar a fase defensiva pode acelerar mudanças já contra o Egito. O país africano tem escola parecida com Marrocos, adversário da estreia e jogadores mais técnicos do meio para frente que os países da América Central.

Jornalista formado em 2013, mas que atuo desde 2008, quando ingressei na Universidade P. Mackenzie, Trabalhei por seis anos no Diário Lance!, passei por Punteiro Izquierdo, Surto Olímpico, Torcedores, Secretaria Municipal de Esportes e Lazer de São Paulo, Liga Nacional de Basquete e N Sports. Entrei no OTD em Abril de 2023.

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