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Clube tradicional anuncia desistência do campeonato brasileiro feminino



O Avaí Kindermann, um dos times mais tradicionais do país, de onde saíram grandes nomes do futebol feminino brasileiro, cedeu a vaga para o Ceará



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(divulgação/Avaí kindermann)

O Avaí Kinderman, um dos times mais tradicionais do futebol feminino brasileiro, comunicou para a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) que não vai participar do Campeonato Brasileiro deste ano, na série A2. Com isso, a vaga passa para o Ceará. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (2), pela CBF.

“O Avaí Kindermann comunicou oficialmente a sua desistência e a abertura de mão da vaga na Série A2 do Campeonato Brasileiro Feminino. Diante disso, e em conformidade com o regulamento da competição, o Ceará Sporting Club passará a ocupar a vaga deixada pela equipe catarinense na Série A2 do Brasileirão Feminino. A CBF agradece ao Avaí Kindermann pela trajetória e contribuição ao desenvolvimento do futebol feminino nacional e deseja êxito ao Ceará Sporting Club na disputa da competição”, diz o comunicado da CBF.

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Berço de craques

O time foi criado em 2019 fruto de uma parceria do Sociedade Esportiva Kindermann, clube dedicado ao futebol feminino, com o Avaí, um dos mais tradicionais do futebol masculino do país.

Jogou por onze temporadas seguidas a primeira divisão do Brasileiro Feminino, sendo vice-campeão em 2013, ainda apenas como Kindermann, e em 2020. Ano passado disputou a Série A2 e ficou com a 12ª colocação.

O clube, também dedicado ao futsal, revelou grandes nomes do futebol feminino brasileiro, como Gabi Zanotti, Andressinha, Camilinha e Gabi Portilho.

Força regional

Apesar da desistência do Brasileirão deste ano, o Avaí Kindermann deve disputar outras competições, já que a programação tinha o Campeonato Catarinense, Copa do Brasil, Jogos Abertos de Santa Catarina e Jogos Universitários. O time da cidade de Caçador venceu 16 das 17 edições do estadual, não sendo campeão apenas da primeira, em 2007, quando não disputou.

Jornalista com mais de 20 anos de profissão, mais da metade deles na área de esportes. Está no OTD desde 2019 e, por ele, já cobriu 'in loco' os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio, os Olímpicos de Paris, além dos Jogos Pan-Americanos de Lima e de Santiago

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