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O Corinthians está na final do Mundial de Clubes Feminino. Depois de vencer o Gotham FC por 1 a 0, com gol de Gabi Zanotti, as Brabas agora voltam todas as atenções para a grande decisão do torneio, marcada para o dia 1º de fevereiro, em Londres. Pela frente, o desafio será contra o Arsenal, favorito ao título, ou o ASFAR, do Marrocos.
Mais do que o resultado, a classificação mostra a força coletiva e a maturidade competitiva do time comandado por Lucas Piccinato, que soube neutralizar um adversário repleto de estrelas do futebol mundial, incluindo as brasileiras Gabi Portilho e Bruninha, e com alto nível físico e intensidade.
“Foi um plano de jogo muito bem executado, em uma partida duríssima contra um time que joga muito rápido, com intensidade muito alta. Mas sabíamos que tínhamos nossas chances. Entendemos, como grupo, a magnitude desse jogo. Queremos muito mais e vamos trabalhar muito para isso”, destacou Piccinato após a partida.
Mesmo entrando como o underdog da partida, o Corinthians mostrou organização defensiva, agressividade na marcação e paciência para aproveitar o momento decisivo. Para o treinador, a mentalidade será a mesma na final, independentemente do adversário.
“Sabemos o tamanho do desafio, não importa quem esteja do outro lado. Talvez não sejamos favoritos de novo, mas seremos muito fortes nessa final”, completou.
Autora do gol da vitória, Gabi Zanotti viveu um momento especial com a camisa alvinegra. Capitã da equipe, ela chegou ao clube em 2018 e foi uma das protagonistas da campanha histórica.
“Esperei muito por esse momento. Hoje fui abençoada, a bola sobrou para mim. Mas quero destacar o grupo, o trabalho coletivo. Todo mundo se entregou, jogando do jeito que o Corinthians pede, com fogo nos olhos, tentando fechar todos os espaços”, afirmou.
Apesar da emoção, a camisa 10 deixou claro que o foco já está no próximo passo.
“Nossos objetivos não param aqui. Esse grupo tem uma mentalidade muito forte e já está pensando na final. É passo a passo. A palavra é realização, mas ainda temos mais um jogo”, completou.
A classificação à final do Mundial não surge como um ponto fora da curva, mas como consequência direta da hegemonia construída pelo Corinthians no futebol feminino brasileiro e sul-americano nos últimos anos. Multicampeão nacional e continental, o clube transformou protagonismo local em competitividade internacional, sustentado por investimento contínuo, identidade de jogo e uma cultura vencedora que atravessa gerações de atletas.
Desafio europeu à vista
Caso enfrente o Arsenal, o Corinthians terá pela frente um dos clubes mais tradicionais e vitoriosos do futebol feminino europeu. A equipe inglesa é presença constante entre as primeiras colocadas da Women’s Super League (WSL), considerada uma das ligas mais fortes do mundo, e já levantou o troféu da Liga dos Campeões Feminina da UEFA.
O elenco conta com nomes de peso do futebol mundial, como Leah Williamson, referência defensiva e capitã da seleção inglesa, Kim Little, ícone do clube, além de jogadoras como Chloe Kelly e Emily Fox, que unem técnica, intensidade e experiência internacional.
Independentemente do adversário, a final coloca novamente o futebol feminino brasileiro — e latino-americano — em evidência no cenário global. Em um torneio dominado por clubes de mercados mais ricos e estruturas consolidadas, o Corinthians mostra que organização, identidade e mentalidade competitiva seguem sendo armas poderosas.
Agora, resta um último capítulo para as Brabas tentarem transformar uma campanha histórica em título mundial.