A jogadora Kerolin, destaque da seleção brasileira na Copa América Feminina, expressou sua insatisfação com a estrutura do torneio. Em uma publicação no X, antigo Twitter, a atleta destacou as diferenças gritantes entre a competição sul-americano com a Eurocopa Feminina, enfatizando a falta de investimento e valorização no futebol feminino no continente.
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“Estou assistindo a Euro hoje. É surreal a diferença de estrutura, audiência e investimento. Chega a ser desanimador. Não queria vir aqui falar sobre isso, mas estrutura seria o mínimo para nós. Não tem como o mundo todo evoluir e aqui não ser feito nem questão. Pelo mesmo é a experiência que estou tendo. Espero que revejam e melhorem é uma competição entre SELEÇÕES!!”, escreveu.
Estou assistindo a Euro hoje… e cara…
— Kerolin (@kerolinnicolii) July 17, 2025
É surreal a diferença de estrutura, audiência, investimento..
Chega ser desanimador, não queria vir aqui falar sobre isso, mas estrutura seria o mínimo pra nós.
Não tem como o mundo todo evoluir e aqui ser feito nem questão. Pelo mesmo…
Ary Borges solta o verbo
A Eurocopa tem se destacado por bater recordes de público e investimento, além de utilizar tecnologia avançada durante as partidas, como o VAR e o impedimento automático. Em contraste, na Copa América Feminina, o árbitro de vídeo só será utilizado nas fases eliminatórias.
Os problemas enfrentados pela seleção brasileira não se limitaram apenas à estrutura inadequada. Durante o aquecimento antes do jogo contra a Bolívia, houve até um princípio de confusão com as jogadoras adversárias, que também utilizavam o mesmo espaço. Ary Borges, outra atleta da seleção, disparou contra o presidente da Conmebol, Alejandro Domineguez.
“Pergunta para o Alejandro se ele conseguiria aquecer dentro de um espaço de 5/10 metros e com cheiro de tinta. Acho que a gente teve o exemplo da Copa América Masculina, com uma estrutura enorme. Por que a feminina está tendo esse tipo de coisa?”, desabafou.
Marta e Arthur também cobraram
Kerolin, que era titular, acabou não participando da partida contra a Venezuela devido a problemas de aquecimento que impediram sua avaliação médica antes do jogo. “A Kerolin era titular, mas também teve um incômodo no dia do jogo. Vou falar isso mais uma vez, estamos em uma competição que as seleções não aquecem futebol no campo, não podemos nem aquecer as reservas.”, disse o técnico Arthur Elias.
Principal nome da Copa América Feminina e dona de seis Bolas de Ouro, Marta também soltou o verbo sobre os problemas estruturais do torneio. “Havia muito tempo que eu não jogava um campeonato aqui na América do Sul. Ficamos tristes com essas situações. Cobram desempenho das atletas e um nível alto de trabalho, mas também temos que cobrar um alto nível de organização. Temos o direito de cobrar a organização.”, disse a camisa 10 da Seleção Brasileira de futebol feminino.