Com oito títulos nas nove edições, a Seleção Brasileira feminina de futebol chega à Copa América Feminina 2025 com o peso do favoritismo e o foco total em manter sua hegemonia no continente. Durante coletiva nesta terça-feira (8), o técnico Arthur Elias falou com clareza sobre os objetivos do grupo. Para ele, a meta é vencer o torneio e continuar a evolução iniciada no ciclo pós-Olimpíadas.
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Desde a campanha nos Jogos Olímpicos de Paris, a equipe tem se preparado para o torneio com uma agenda de amistosos exigente. No período, o time enfrentou seleções de alto nível como Estados Unidos, França e Japão. Os confrontos ajudaram a elevar o patamar técnico e tático da equipe, que também subiu para a 4ª colocação no ranking da FIFA. Dessa forma, se tornou a seleção sul-americana mais bem posicionada.
Trabalho diário
O técnico Seleção Brasileira Feminina ressaltou que, apesar do histórico vitorioso, a conquista de mais um título continental exige um trabalho diário minucioso. Arthur Elias apontou Brasil e Colômbia como as principais forças sul-americanas, mas evitou qualquer clima de já ganhou.
“Encaro a Copa América como uma competição que nós temos, sim, a responsabilidade de vencer. O Brasil venceu oito de nove, então a gente não pode fazer diferente. A gente quer que a Seleção evolua e conquiste mais do que conquistou, mas entendendo que o futebol sul-americano, assim como no mundo inteiro, cresceu”, afirmou.
+Tabela da Copa América de futebol feminino
Na estreia da competição, o Brasil enfrentará a Venezuela, comandada pelo técnico brasileiro Ricardo Belli, ex-treinador do Palmeiras. Apesar da familiaridade, Arthur Elias descarta qualquer vantagem por conhecer o estilo do adversário. “Agora é diferente. Estamos em Seleções. Independente de termos nos enfrentado, a gente estuda cada adversário. Vemos o que tem feito nos últimos jogos e tentamos prever o que podem fazer contra o Brasil”, completou.
Renovação
A preparação para a Copa América também tem sido marcada pela forte competitividade dos treinamentos. Segundo Elias, o grupo vem sendo oxigenado com a presença de atletas das categorias de base e jogadoras convidadas. O objetivo é intensificar os trabalhos e observar novas opções para o elenco principal.
“Não adianta a gente fazer um processo de renovação sem realmente dar oportunidade de serem convocadas e de jogarem”, reforçou o treinador, que destaca o equilíbrio entre continuidade e abertura para novas peças.