A nova fase de Gio Garbelini na seleção brasileira é marcada por amadurecimento. A atacante, que voltou a ser convocada no segundo semestre de 2024, depois de ficar dois anos fora, reflete sobre sua trajetória e celebra seu retorno com confiança renovada. A atleta, que se destacou na Copa América de 2022, utilizou o tempo longe da Amarelinha para se desenvolver tanto dentro quanto fora de campo.
Gio, que agora se sente mais à vontade com suas companheiras e diante das câmeras, compartilhou suas experiências. “Ainda sou um pouco tímida, mas se você perguntar para as meninas, eu era muito quietinha. No campo também, eu não tinha tanta confiança. Acho que amadureci”, afirmou a jogadora, que prefere ser chamada de Gio.
Retorno após um período desafiador
Após conquistar a Copa América em 2022, a atacante ficou ausente das convocações por dois anos. Durante esse tempo, ela se dedicou ao seu desenvolvimento pessoal e profissional. “Quando saiu a notícia eu estava viajando com o clube (Atlético de Madrid) e a Lauren me falou. Fiquei muito feliz, não esperava, nem estava assistindo a convocação. Foram dois anos difíceis, não estava jogando muito, tendo minutagem, mas estava dedicada e trabalhando muito”, relembrou Gio sobre seu retorno à seleção em outubro de 2024.
O reencontro com a Amarelinha foi marcante, especialmente no segundo amistoso contra a Colômbia, onde Gio contribuiu com um dos gols na vitória por 3 a 1. “Estava um pouco nervosa por voltar à Seleção. Sentia uma ansiedade de ajudar o time, de fazer gol. E quando consegui, senti um alívio. Lembro que puxei a camisa e gritei. Foi uma sensação incrível, acho que tirou esse peso de mim”, recordou a atacante.
Experiências que moldaram uma nova atleta
Com seis convocações sob o comando do técnico Arthur Elias, Gio participou de momentos históricos, como a quebra do tabu de oito anos contra a Austrália. Em um jogo contra os EUA, ela também se destacou ao fornecer uma assistência para Kerolin, contribuindo para a vitória por 2 a 1, a primeira em solo americano na história da modalidade. “Foram dois anos bem longos, difíceis, mas aprendi muita coisa. Acho que amadureci como jogadora e como pessoa. Então, sim, estou cada vez mais livre com a comissão, com as meninas. Eu diria que sou completamente outra pessoa, no campo e fora dele”, disse Gio.
A atleta elogiou o trabalho de Arthur Elias, destacando a liberdade e confiança que ele proporciona às jogadoras. “Estou muito leve nesse momento, estou bem. Ele passa essa confiança para as jogadoras. Estou muito feliz que vou para mais uma Copa América e dessa vez acho que estou mais importante no grupo”, celebrou.
Expectativas para a Copa América
A Seleção Brasileira, que é a maior campeã da Copa América com oito títulos, está no Grupo B da competição, ao lado de Colômbia, Paraguai e Venezuela, com a estreia marcada para o dia 13 de julho. Gio reconhece o favoritismo do Brasil, mas enfatiza a importância de focar na preparação. “Estou muito ansiosa para o primeiro jogo. Falta pouco. Nos preparamos com seleções mais fortes: Estados Unidos, Austrália, Japão. Acho que isso vai ajudar muito na Copa América”, finalizou a atacante.