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Dados comparam intensidade da seleção com dos times brasileiros

Em parceria com alguns clubes brasileiros, Comissão Técnica do Brasil analisou nove partidas do Brasileirão Feminino A-1 e comparou com os dados dos 13 jogos da Seleção Feminina na Era Pia Sundhage.

Seleção feminina apresenta dados do monitoramento de GPS no Brasileiro (Lucas Figueiredo/CBF)

Dados comparam intensidade da seleção com dos times brasileiros

A comissão técnica da seleção brasileira de futebol feminino apresentou o resultado de uma longa análise de dados comparativos das atletas da equipe nacional com as jogadoras atuantes no Campeonato Brasileiro Feminino A-1.

Luciano Capelli, fisiologista da seleção, explicou como o monitoramento feito através de GPS foi capaz de comparar a intensidade presente no torneio nacional com o ritmo imposto pelas comandadas de Pia Sundhage. A apresentação foi realizada na segunda-feira (14), durante coletiva de imprensa realizada na sede da CBF, no Rio de Janeiro.

Para fazer o comparativo, a comissão, em parceria com alguns clubes brasileiros, analisou nove partidas do Campeonato Brasileiro e cruzou com os dados dos 13 jogos da seleção na era Pia Sundhage até então.

Mais e menos

Através desse estudo, foi possível revelar que o nível de intensidade presente na seleção é consideravelmente maior do que o apresentado na competição nacional. Por outro lado, o número de acelerações e desacelerações é maior entre as atletas das equipes do Campeonato Brasileiro – o que, de acordo com Capelli, pode ser explicado pelo fato do Feminino A-1 ter uma alternância maior na posse de bola.

A Seleção feminina de futebol apresentou dados do monitoramento de GPS no Campeonato Brasileiro feminino A-1 comparados com os 13 jogos da Era Pia Sundhage
Seleção feminina apresenta dados do monitoramento de GPS no Brasileiro (Lucas Figueiredo/CBF)

“Fizemos um acompanhamento de nove jogos do Campeonato Brasileiro. Após cada jogo, foi realizado um relatório individual de cada clube. Através desse levantamento de dados, nós comparamos essa análise com o que nós temos de informações da seleção brasileira na era da Pia, que tem 13 jogos. Fizemos essa média e conseguimos comparar e ver o quão intenso é o Campeonato Brasileiro A-1”, explicou Capelli.

Intensidade

Ao todo, foram analisados quatro jogos da primeira fase: Palmeiras x Internacional, Grêmio x São José, Ferroviária x São Paulo e Corinthians x Santos; um jogo das quartas de final: Corinthians x Grêmio; dois jogos da Semifinal: São Paulo x Avaí/Kindermann e Corinthians x Palmeiras, além das duas partidas da final entre Avaí/Kindermann x Corinthians.

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Com os dados do monitoramento GPS em mãos, a comissão técnica pôde comparar o desempenho da competição com o apresentado na seleção e, desta forma, fomentar cada vez mais a evolução da modalidade no país.

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Diversos aspectos do jogo foram contemplados na detalhada análise – feita comparativamente por posição de cada jogadora em campo. Dentre eles, destacam-se: distância total percorrida, metros por minuto percorridos, corrida em alta velocidade, distância em sprint, número de sprints, bloco de acelerações repetidas, porcentagem de intensidade, velocidade máxima apresentada e número de acelerações e desacelerações.

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