ROSÁRIO – Guilherme Toldo ainda estava incomodado com a derrota na final do florete masculino por equipes quando conversou com o Olimpíada Todo Dia. Prata nos Jogos Sul-Americanos Santa Fé-2026, o brasileiro apontou dificuldades na leitura dos combates contra o Chile. Também falou sobre a preparação para a classificação olímpica e a confiança no trabalho da equipe.
Na quinta-feira (17), Toldo atuou ao lado de Paulo Morais e Pedro Marostega. A seleção venceu o Peru por 45 a 28 na semifinal e perdeu para o Chile por 45 a 30 na decisão.
Dificuldade para entender o adversário
Na avaliação de Toldo, a equipe concentrou a atenção nos próprios problemas e teve dificuldade para interpretar as ações dos chilenos. “Eu acho que a gente entrou com muita vontade de ganhar. E a gente acabou não interagindo muito com o adversário”, analisou.
Ao explicar o que faltou dentro da pista, o brasileiro destacou a importância de compreender o combate e encontrar respostas para as situações que surgem durante a disputa. “A esgrima não é um esporte que se pratica, é um esporte que se entende. Então acho que a gente não soube lidar bem com essa situação aí de leitura de combate.”
Toldo também deixou claro que reconhecer os próximos passos não tornava a derrota mais fácil de aceitar naquele momento. “Não gosto de perder”, desabafou. Pouco depois, reforçou a confiança nos companheiros: “A gente tem que levantar a cabeça porque a gente é um grupo forte”.
Planejamento para a corrida olímpica
Ao fazer uma avaliação pessoal, Toldo destacou o nível dos adversários e situou o Sul-Americano no início de sua temporada. Segundo o esgrimista, a preparação busca deixá-lo pronto para a disputa por uma vaga olímpica. Na entrevista, ele apontou abril como referência para o começo dessa corrida.
“No início da temporada eu encontrei um pouco de dificuldade para corresponder à altura da competição. Até porque é início de temporada e tudo mais, eu estou me organizando de uma forma que é para estar pronto para a corrida de classificação olímpica.”
Toldo disse ter encontrado adversários que mantiveram os treinos e trataram os Jogos Sul-Americanos como o principal compromisso do período. Ao considerar o estágio de sua própria preparação, avaliou que conseguiu responder de forma positiva ao nível da disputa.
Mundial sustenta a confiança na equipe
Para explicar por que segue confiante no grupo, Toldo lembrou a campanha no Mundial de Hong Kong, em julho. O Brasil terminou em 14º lugar entre 35 equipes. Na competição, venceu a Grã-Bretanha por 45 a 41 e perdeu nas oitavas para a Itália, que conquistou o título.
“A gente fez uma baita prova por equipes e conseguiu ganhar de adversários pesados ali, que são equipes que estão na mesma faixa de ranking que a gente”, afirmou.
O esgrimista relacionou aquele desempenho ao amadurecimento da seleção durante o circuito. Também lembrou que o Brasil chegou ao Sul-Americano como primeiro cabeça de chave, condição que, na avaliação dele, refletia os resultados anteriores.
Agora, a intenção é aproveitar o que aconteceu em Rosário para corrigir o desempenho e manter o planejamento. “É um aprendizado ali para a nossa equipe”, disse Toldo.