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Raul Nedochetko e Luiza Fagionato lideram Brasil no Mundial Juvenil



Raul Nedochetko e Luiza Fagionato são os melhores brasileiros no Boulder Sub-17 do Mundial Juvenil de Escalada, mas não avançam às semis



Raul Nedochetko é o melhor sul-americano no Mundial Juvenil de boulder SUB-17
Reprodução/Instagram: Raul de Morais Nedochetko

Quatro atletas do Brasil estiveram em ação na manhã desta quarta-feira (22) pela disputa da fase classificatória Sub-17 do boulder no Campeonato Mundial Juvenil de Escalada. Por lá, o principal resultado brasileiro veio com com Raul de Morais Nedochetko, que terminou na 54ª colocação. Nenhum dos quatro representantes do país conseguiu avançar às semifinais, reservadas aos 24 melhores atletas de cada categoria.

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Na disputa masculina sub-17, Raul de Morais Nedochetko completou um topo e duas zonas, somando 54,8 pontos. O 54º lugar representou a melhor colocação de um atleta sul-americano na prova. A última vaga para a semifinal ficou com o norte-americano Arief Nagara, que somou 94,0 pontos.

Entre as mulheres da categoria sub-17, o melhor desempenho brasileiro foi de Luiza Nunes Fagionato, que ficou em 57º lugar. Luiza também alcançou um topo e duas zonas, terminando com 59,2 pontos. Julia Izzo de Morais registrou uma zona e um topo, além de outra zona, para totalizar 44,6 pontos, e terminou na 70ª posição. Por fim, Bianca Iannarelli de Melo conquistou um topo e uma zona encerrou a competição em 79º lugar, com 43,9 pontos.

O Campeonato Mundial Juvenil de Escalada segue até o dia 25 de julho, reunindo os principais talentos da modalidade nas categorias de base.

Como funciona o boulder

O boulder é uma das três disciplinas da escalada esportiva e é disputado em paredes de baixa altura, sem cordas de segurança, com colchões para amortecer as quedas. Em cada rodada, os atletas têm quatro minutos para resolver quatro diferentes “problemas” de escalada, que exigem força, técnica e estratégia.

Desde 2025, a Federação Internacional de Escalada Esportiva (IFSC) adota um sistema de pontuação baseado em pontos. Cada problema vale até 25 pontos para quem alcança o topo, enquanto a zona intermediária rende 10 pontos. A cada tentativa frustrada, há um desconto de 0,1 ponto, o que valoriza a precisão e a capacidade de completar os percursos no menor número possível de tentativas.

Paulista em terras mineiras. Jornalista pela Universidade Federal de Minas Gerais. Apaixonado por esportes.

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