O primeiro ano de Marco La Porta na presidência do Comitê Olímpico do Brasil (COB) foi marcado por intenso trabalho, articulação estratégica e aproximação com os diversos setores do esporte nacional. Desde que assumiu em janeiro, a gestão buscou tornar o COB uma instituição aberta, próxima de atletas, confederações, clubes e demais agentes que contribuem para o desenvolvimento do esporte brasileiro.
Ao avaliar esse periodo, La Porta lembra os desafios iniciais e destaca a importância da Lei de Incentivo ao Esporte permanente. Ele projeta 2026, quando o Time Brasil participará de quatro grandes eventos internacionais, Jogos Olímpicos de Inverno, Jogos Sul-Americanos, Jogos Sul-Americanos Júnior e Jogos Olímpicos da Juventude. Além disso, reforça as expectativas para o ciclo até Los Angeles 2028, ressaltando o papel do COB na construção de uma Nação Esportiva.
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Desafios do primeiro ano
Segundo La Porta, o maior desafio do início da gestão foi assumir o COB sem uma transição formal, precisando se inteirar rapidamente de todos os processos internos. “Foi um esforço enorme de toda a diretoria e dos gestores, mas temos um time incrível e o trabalho saiu impecável”, afirmou. Em tempo recorde, a equipe conseguiu equacionar um déficit de mais de R$ 70 milhões e alinhar todas as áreas aos objetivos do Movimento Olímpico brasileiro.
Lei de Incentivo ao Esporte
A aprovação da Lei de Incentivo ao Esporte como política permanente é vista por Marco La Porta como uma das maiores conquistas do esporte brasileiro, pois permite fortalecer tanto o alto rendimento quanto a base da pirâmide esportiva. Segundo ele, a LIE é fundamental para estimular a prática esportiva entre crianças e jovens e formar cidadãos apaixonados pelo esporte.
Primeiro ano do ciclo de LA 2028
No primeiro ano do ciclo rumo a Los Angeles 2028, o Brasil já demonstrou o potencial de seus atletas em diversas modalidades. Entre os grandes expoentes estão Caio Bonfim na marcha atlética e Hugo Calderano no tênis de mesa. O país também conquistou resultados expressivos, como a prata no Mundial de ginástica rítmica, os dois ouros no Mundial de taekwondo com Maria Clara e Henrique, e o título Mundial de Yago Dora no surfe, entre outros. “Ter um começo de ciclo assim nos deixa ainda mais motivados para oferecer as melhores condições aos atletas”, afirma La Porta.
Preparação para 2026 e para LA 2028
O COB está se preparando para quatro grandes missões em 2026: Jogos Olímpicos de Inverno, Jogos Sul-Americanos, Jogos Sul-Americanos Júnior e Jogos Olímpicos da Juventude. “Nosso primeiro ano foi de arrumação de casa, e chegaremos a 2026 muito bem preparados. Além disso, teremos a Casa Brasil, um marco de marketing que levará nossa cultura a mais pessoas”, diz La Porta.
O planejamento também abrange o ciclo completo até Los Angeles 2028, com foco em atletas consolidados, talentos em evolução e jovens promissores. O objetivo é acompanhar os atletas de perto, garantindo a transição para o alto rendimento no momento certo.
Compromisso com um esporte estruturado
Para La Porta, o trabalho do COB vai além das medalhas. “É um trabalho minucioso, detalhista e bem planejado. Queremos que cada atleta tenha o suporte necessário para alcançar a elite mundial, enquanto estimulamos a base e a prática esportiva”, conclui.