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Ciclismo Estrada

 

Tota é 37º no Mundial e Demi Vollering conquista a Tríplice Coroa



Na corrida de largada conjunta, Tota Magalhães terminou em 37º, 14min21s atrás de Demi Vollering, que venceu Tour, Giro e Mundial em 2026



Na imagem, Tota Magalhães em seu treino antes de competir no Mundial.
Tota Magalhães em seu treino antes de competir no Mundial. Foto: Instagram @totamagalhaes / @allancarvalhorn

Neste sábado (26) ocorreu a prova de largada em massa do Mundial de ciclismo de estrada para as mulheres, em Montreal (CAN). E a brasileira Tota Magalhães representou o país com um grande resultado, 37º lugar entre 141 atletas que se inscreveram para a competição. Apenas 49 conseguiram finalizar o percurso e a única representante nacional terminou com 4h59min30s. A grande vencedora inédita foi a Demi Vollering, com 4h45s09s, derrotando a polonesa Kasia Niewiadoma na chegada. A holandesa fecha um 2026 perfeito, com a Tríplice Coroa do ciclismo, ao vencer o Giro d’Italia, o Tour de France e o Mundial no mesmo ano.

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O percurso que Tota e as demais ciclistas tiveram que atravessar foi de 180,1km entre Brossard e Montreal. O trajeto fez a largada linear e deu uma volta no lado esquerdo do rio que divide as duas cidades, antes de nove voltas na cidade principal do Campeonato. O que deixou a prova com 2412m de ganho de altimetria.

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Tota não foi uma das que atacou na fuga, se mantendo no pelotão principal perseguidor, cruzando pela primeira vez a meta de sprint intermediário em 76º, com 3min16s de desvantagem para as ciclistas escapadas. Na quarta e quinta vez dessa passagem, estava no pelotão que liderava, registrando 25º e 20º lugares respectivamente. Mas as repetições das subidas minaram as pernas da brasileira e de tantas outras concorrentes. Tanto que, na passagem seguinte, Tota já era 37ª com mais de 2min30s de desvantagem. Por fim, a atleta resistiu e completou com 14min21s de desvantagem para a vencedora.

Campeã histórica

Na sexta passagem, Demi Vollering estava em quarto e com 46 segundos de desvantagem. No mesmo pelotão, vinha Kasia e Elisa Longo Borghini buscando a recuperação e um ataque que fosse efetivo nos últimos quilômetros. Na penúltima passagem, a italiana era quem liderava, com sete segundos de vantagem para as duas concorrentes. E em uma chegada absolutamente emocionante, Demi e Kasia deixaram Elisa em terceiro, com quatro segundos de margem e definiram a prova nos metros finais. No entanto, a ciclista holandesa mostrou mais uma vez porque foi o grande nome do ciclismo feminino em 2026. Chegou com algumas bicicletas de vantagem, apesar de registrarem o mesmo tempo. Agora Demi terá o direito de vestir a camisa arco-íris de campeã mundial de estrada ao longo de um ano.

Vencedora de cinco grandes voltas, sendo dois Tour de France (2023 e 2026), duas Vueltas a España (2024 e 2025) e o Giro d’Italia (2026). Assim vem sendo a carreira da ciclista Demi Vollering nos últimos anos. Na temporada de 2026, consagra o auge de sua carreira o título do Mundial. Conquistou o bicampeonato da volta francesa, faturou a volta italiana que faltava no currículo e se tornou a segunda mulher a conquistar a Tríplice Coroa no mesmo ano.

Na história, seis ciclistas homens detém essa conquista, porém apenas três o fizeram no mesmo ano: o belga Eddie Merchx (1974), o irlandês Stephen Roche (1987) e o esloveno Tadej Pogacar (2020). No feminino, apenas outra ciclista holandesa tinha esse feito, Annemiek van Vleuten (2022). O conceito tradicional da Tríplice Coroa no ciclismo leva em conta o Mundial e não a Vuelta a España, apesar de ser uma das três grandes voltas.

Jornalista formado em 2013, mas que atuo desde 2008, quando ingressei na Universidade P. Mackenzie, Trabalhei por seis anos no Diário Lance!, passei por Punteiro Izquierdo, Surto Olímpico, Torcedores, Secretaria Municipal de Esportes e Lazer de São Paulo, Liga Nacional de Basquete e N Sports. Entrei no OTD em Abril de 2023.

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