O sábado (30) foi dia de conclusão e iniciação do Giro D’Italia. Ao mesmo tempo em que o pelotão masculino fazia a 20ª etapa para definir o campeão da primeira das três grandes voltas de 2026, o pelotão feminino percorria a primeira etapa da segunda grande volta do ano. A organização aproveita toda a mobilização no país para trazer mais visibilidade ao Giro Feminino, que conta com Tota Magalhães. Assim, a brasileira foi 81ª colocada, com 32 segundos a mais do que a vencedora, a italiana Elisa Balsamo.
- 10 anos de OTD, 10 anos que mudaram a história do esporte brasileiro
- Maiara marca em goleada e deixa o Angel City a dois pontos do G8 da NWSL
- Bahia e Palmeiras empatam jogo de ida das quartas no Brasileirão feminino
- O dia do Brasil no esporte: confira a agenda desta terça, 1º de setembro
- Corinthians vence Cruzeiro e larga na frente nas quartas do Brasileirão
+ SIGA O OTD NO WHATSAPP, YOUTUBE, TWITTER, INSTAGRAM, TIK TOK E FACEBOOK
Giro Feminino
Infelizmente, a 37ª edição do Giro D’Italia Feminino ainda está longe do alcance e tradição da 109ª edição do Giro D’Italia. Mas há um esforço da organização e uma aderência gradativa do público na versão das mulheres. Enquanto os homens fazem uma competição de três semanas e meia com 21 etapas, as ciclistas encaram um trajeto de nove etapas. Tota e as demais concorrentes vão percorrer quase 1180 km em nove dias, partindo de Cesenatico e chegando em Saluzzo.
Na primeira etapa de todo o percurso ao norte italiano, os 139km entre Cesenatico e Ravenna tiveram um perfil plano, próximo ao mar Adriático, perto do principado de San Marino. Lorena Wiebes, da SD Worx, venceu com o tempo de 3h18min22 com um pelotão de mais 76 ciclistas registrando o mesmo tempo. Duas atletas “descolaram” da roda do pelotão e chegaram com 26 segundos de diferença. Similarmente, o pelotão de Tota, da Movistar, descolou e registrou uma distância de seis segundos a mais. Há um bônus de tempo de dez segundos para a vencedora da etapa, portanto a brasileira ficou com 42s de desvantagem.
A prova começou com 147 ciclistas, porém já teve a desistência de uma companheira de equipe de Tota, a britânica Cat Ferguson. Além disso, depois do pódio, a vencedora Lorena foi desclassificada e a vitória foi para a italiana da Lidl-Trek. A organização informou que a holandesa violou um artigo do regulamento por uso de uma bicicleta que não atendia aos requisitos mínimos de peso. Desse modo, a ciclista da casa que veste a Maglia Rosa de líder geral ao final da primeira etapa e Tota também herdou um posto.
Giro Masculino
Oficialmente, o Giro D’Italia entre os homens termina neste domingo (31). Todavia, a última etapa será um protocolo para os ciclistas chegarem em Roma e as disputas ficam para os sprinters. As outras 20 etapas fizeram o dinamarquês Jonas Vingegaard campeão da volta pela primeira vez. O atleta já acumula um bicampeonato no Tour De France (2022/23) e o título da Vuelta a España (2025).
Na etapa deste sábado entre Gemona del Friuli e Piancavallo foram 200km e uma altimetria acumulada de 3751m, com uma montanha categoria 3 e duas categoria 1, inclusive com chegada ao alto. Dessa maneira, o dinamarquês venceu sua quinta etapa nessa edição e teve o 53º triunfo no Pro-Tour de todas as competições.
Com o tempo de 5h03min55s, o ciclista da Visma Lease a Bike colocou 1min15s de vantagem sobre Felix Gall, da Decathlon CGM. Jonas lidera com 5min22s de vantagem sobre o austríaco e precisa concluir os 131km da etapa final junto com o pelotão nas ruas de Roma para fechar o Giro D’Italia com a Maglia Rosa e o título.