Henrique Bravo teve sua maior conquista na carreira de dois anos no ciclismo de estrada. Assim, neste domingo (15) venceu a sexta edição do Tour de Antalya, na Turquia, e se juntou a um seleto grupo de ciclistas nacionais. Contudo, antes de integrar uma das mais tradicionais equipes do pró-Tour, o brasileiro fez sua base em outro terreno. O mineiro de Nova Lima correu de mountain bike antes de ir para o asfalto com a Soudal Quick-Step.
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É difícil mensurar a grandeza do feito de Henrique, por estar em uma equipe de desenvolvimento de talentos e não na principal. Mas o fato não diminui a conquista e a trajetória vitoriosa, ainda que breve do brasileiro nas estradas. Isso porque os registros de provas oficiais data de 27 de junho de 2024, no Brasileiro de Contrarrelógio, prova que terminou em segundo lugar. Na época, ainda tinha apenas 17 anos e, no dia seguinte, foi o terceiro na prova de resistência.
No entanto, se procurar nas redes sociais, o final do nome no seu perfil ainda tem as letras MTB, de mountain bike. Entre seus títulos, tem o Brasileiro de 2024 da categoria no XCO e vice Pan-Americano, nos Estados Unidos. Competiu pela Specialized Race BR, equipe que produziu o documentário “BRAVO – Dare to Dream Big”, sobre o sonho de competir no exterior.
Cenário internacional
Henrique, atualmente, vive em Girona, na Itália. Já venceu a Vuelta Junior a la Ribera del Duero de 2024, prova de ciclismo de estrada de três dias, pela Picusa Academy. Ainda em 2024, o time de desenvolvimento da Soudal Quick-step, da Bélgica, anunciou a contratação de Henrique para a temporada seguinte. “Encantados em anunciar que o promissor alpinista brasileiro Henrique Bravo – que impressionou numa série de corridas de estrada e MTB este ano – irá para a nossa equipa na próxima temporada”.
A primeira prova pela nova equipe ocorreu em abriu de 2025, na 51ª Circuit des Ardennes (FRA), competição de cinco etapas, na qual terminou em 36º na geral. Além disso, Henrique foi o 14º entre os jovens ciclistas de até 23 anos. E o OTD já acompanha e relata suas competições, como o 13º lugar no Alpes Isère Tour do mesmo ano. Em setembro, competiu no Mundial Sub-23 de estrada em Ruanda, ficando com a 32ª colocação.
Mal sabia ele que a mesma cidade de Kigali seria o local de sua primeira vitória na categoria Elite, que ocorreu há menos de um mês. Assim, Henrique venceu a sétima das oito etapas e terminou em sexto, ficando à frente de seu compatriota, Henrique Avancini, que foi oitavo. Aliás, pode ter um “Q” de inspiração no campeão mundial de mountain bike e um nome de vencedor em cima da magrela, como coincidências.
A prova africana foi o melhor resultado do brasileiro, superando o oitavo no Giro Ciclistico della Valle d’Aosta (ITA) e o sétimo no Tour da Alsácia (FRA) em 2025. Pelo menos, era até a vitória deste domingo.