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Vinícius Rangel nega doping e cita dificuldade com idioma após suspensão



Vinícius Rangel tomou um ano e meio de gancho após três falhas de localização em mecanismo de controle de dopagem. Brasileiro defendeu a equipe Movistar no circuito internacional e representou o país nos Jogos de Paris



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(facebook/Vinícius Rangel)

O brasileiro Vinícius Rangel alegou dificuldades com idioma e comunicação para justificar a suspensão por 20 meses que tomou após três falhas de localização em mecanismos de controle de doping. O ciclista, ex-Movistar e atualmente na Swift Pro Cycling, acrescentou que não fez uso de substâncias proibidas.

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“Por questões totalmente alheias à minha vontade — e também por dificuldades com o idioma e com a comunicação em um sistema que ainda estou aprendendo a lidar — acabei sendo sancionado pela UCI por falhas nos testes de localização, os chamados whereabouts”, disse Vinícius Rangel em publicação feita nesta quarta-feira (29) no perfil oficial do atleta no Instagram.

“Não houve, em momento algum, qualquer uso de substâncias proibidas. Sempre procurei seguir as regras, honrar o esporte e competir de forma limpa, com o mesmo respeito e dedicação que sempre me guiaram desde o início da minha carreira”.

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Responsabilidade do atleta

De acordo com a agência mundial de controle de dopagem, os atletas devem, a cada três meses, atualizar dados pessoais. Além disso, tem de mantê-los atualizados sempre que houver uma mudanças em informações como telefones, endereços, rotina de treinos, dentre outras.

Vinícius Rangel, representante do país no ciclismo estrada dos Jogos Olímpicos de Paris, reconhece ter cometido erros nos procedimentos. Ele também agradece a apoios que tem recebido e finaliza dizendo que vai aproveitar o período de suspensão para aprender e amadurecer.

“Reconheço que cometi erros nos procedimentos — erros que me ensinaram muito. Aprendi, da forma mais dura, a importância de estar atento a cada detalhe fora das competições também”, disse. “Quero agradecer imensamente à minha equipe e a todos que estiveram comigo nesse momento, à minha família, aos torcedores e aos amigos que continuam acreditando em mim. A compreensão e o apoio de vocês significam tudo.”

“Essa pausa será um tempo de aprendizado, de fortalecimento e de amadurecimento. Eu voltarei mais forte, mais preparado e ainda mais comprometido em contribuir para um ciclismo limpo, transparente e cada vez melhor. O esporte é feito de vitórias, mas também de lições. E essa é uma das mais importantes da minha vida.”

Jornalista com mais de 20 anos de profissão, mais da metade deles na área de esportes. Está no OTD desde 2019 e, por ele, já cobriu 'in loco' os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio, os Olímpicos de Paris, além dos Jogos Pan-Americanos de Lima e de Santiago

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